De modo geral se pode dizer que em nossos órgãos sensoriais, em especial no olho e no ouvido, o corpo das forças revitalizantes está retraído. Estes órgãos estão quase 90% “mortos”, não o estando totalmente porque do contrário não se poderia ver nem ouvir. No ouvido já não há sangue – há somente linfa.
Nossos órgãos sensoriais têm uma respiração muito sutil. O ouvido médio e as apófises mastóides são cavidades cheias de ar; encontrando-se, pois, permeadas por astralidade.
É graças ao ouvido médio que temos uma consciência auditiva. Quando ocorre a penetração do elemento aquoso nessas cavidades, imediatamente se dá um estado patológico, ou seja, a audição é logo afetada. O conduto auditivo externo é a metamorfose do primeiro arco branquial. A função da inspiração através do arco branquial encontra-se metamorfoseada na “inspiração” do som através do conduto auditivo. Portanto, a audição é a inspiração levada a um nível superior. A cura das enfermidades do ouvido médio passa pela ativação da respiração.