O hormônio DHEA, já conhecido por reduzir os efeitos do envelhecimento, pode também atenuar e inclusive eliminar a hipertensão arterial pulmonar, segundo a descoberta de um grupo de cientistas franceses.
Os especialistas do Instituto Nacional da Saúde e Pesquisa Médica (ISERM), dirigidos por Etienne-Emile Beaulieu, reduziram em 50 por cento o conteúdo normal de oxigênio em animais de laboratório, aos quais depois administraram a substância.
A pesquisa francesa, publicada na segunda-feira pela Academia de Ciências dos Estados Unidos, demonstra que os efeitos do DHEA (dehidroepiandrosterona), produzido naturalmente pelo corpo humano, são "formidáveis", afirmou Beaulieu, segundo publica hoje, terça-feira, o jornal "France Soir".
"Até agora", destacou, "não havia nenhum tratamento contra a hipertensão arterial pulmonar, uma doença gravemente nociva para o funcionamento do coração".
O especialista do ISERM explicou que se trata de uma doença "freqüente, que afeta principalmente as pessoas mais velhas, mas também todos aqueles que respiram mal ou que são fumantes".
"Também poderá ser utilizado em um paciente que ficar sem oxigênio ao ser anestesiado", acrescentou Beaulieu, para quem "o hormônio permitirá salvar vidas porque age muito rápido".
Beaulieu já tinha provado em 2002 que o DHEA retarda o envelhecimento e tem efeitos benéficos sobre a pele, os ossos e os desejos sexuais das pessoas mais velhas, sobretudo, das mulheres.
O cientista francês, que começou a estudar os efeitos do hormônio há mais de 30 anos, qualificou de "extraordinário" a nova descoberta, e se mostrou "muito feliz de ver que a aventura do DHEA continua".
Último Segundo- 22/07/2003