Uma série de fatores parece aumentar a probabilidade de um indivíduo desenvolver doença de Alzheimer. A maioria desses fatores parece estar fora de controle do indivíduo.
Idade: a incidência é muito maior em pessoas com mais de 80 anos.
Hereditariedade de certos genes: a história familiar de doença de Alzheimer geralmente aumenta a probabilidade de a pessoa desenvolver a doença. Uma idade inicial relativamente jovem para a doença indica um componente genético mais forte.
Genes ligados a doença de Alzheimer:
- mutação do cromossomo 21, especificamente no gene da proteína precursora do amilóide (PPA)
- os genes dos cromossomos 1 e 14
- formas específicas do gene para a proteína apolipoproteína E, localizado no cromossomo 19
- Apolipoproteína E: pode estar relacionada no transporte e na disposição dos fragmentos amilóides. A presença da apolipoproteína E4 representa forte fator de risco.
Metais: o alumínio e o zinco têm sido associados às alterações do tecido cerebral que ocorrem na doença de Alzheimer. Porém não há evidências diretas que liguem a exposição física a esses metais com a doença.
Síndrome de Down e doença de Alzheimer: indivíduos com síndrome de Down têm cópia extra do cromossomo 21 onde se localiza o gene para a proteína precursora do amilóide (PPA) e, portanto, possuem 50% de capacidade a mais de gerar a fonte da proteína beta-amilóide, constituinte primário das placas amilóides que se depositam no cérebro com doença de Alzheimer.
Há também estudos de fatores que poderiam reduzir o risco de desenvolver o quadro clínico ou retardar a evolução da doença.
Altos níveis de instrução: Pessoas instruídas apresentam pontuações na variação normal em testes de triagem cognitiva durante os estágios precoces de doenças demenciantes. Testes cognitivos mais difíceis podem revelar um declínio substancial e sustentam o diagnóstico.
Estrogênio: O uso de estrogênio (reposição hormonal) pode ser mais comum entre mulheres com maior nível de instrução e melhor acesso a assistência médica, podendo tais mulheres apresentar menores taxas de doença de Alzheimer. Portanto, o uso do estrogênio pode ser um marcador de risco reduzido mais do que uma droga que realmente reduza o risco. Por outro lado, pesquisas laboratoriais básicas forneceram mecanismos plausíveis pelos quais o estrogênio pode ter um efeito protetor.
Antioxidantes: altas doses de vitamina E e a medicação antioxidante selegelina podem retardar a progressão clínica da doença de Alzheimer em estágio moderado da doença.
Outro ensaio sugeriu que o uso de uma formulação de gingko biloba, devido aos seus efeitos anti-oxidantes, retarda levemente o declínio cognitivo da doença de Alzheimer.
EPM