- 3 crianças morrem por maus tratos
- 9 crianças são assassinadas
- 13 crianças morrem em conseqüência de tiros
- 202 crianças são presas por crimes relacionados com drogas
- 307 crianças são presas por crimes violentos
- 340 crianças são presas por dirigirem embriagadas
- 480 adolescentes contraem sífilis ou gonorréia
- 1115 adolescentes praticam abortos
- 1234 crianças fogem de suas casas
- 1340 adolescentes dão à luz bebês
- 2350 crianças estão em prisão para adultos
- 2750 adolescentes ficam grávidas
- 2860 crianças vêem seus pais se divorciarem
- 5814 crianças são presas por diversos crimes
- 5703 adolescentes são vítimas de crimes violentos
- 7945 crianças são registradas como vítimas de maus tratos ou negligência
- 8400 adolescentes tornam-se sexualmente ativos
- 100.000 crianças estão sem teto
- 1.200.000 crianças com a chave de casa retornam para residência em que há uma arma de fogo.
Children Defense Fund, Hastings Center Report, 1994
[Não temos estatísticas, no Brasil, com esse nível de minúcia. Ainda assim, tratando-se de números referentes a "cada dia", mesmo considerando-se a população dos Estados Unidos, são estarrecedores!
O tema é extremamente atual, para nós, que assistimos, impotentes, às matanças de menores, por justiceiros, traficantes, policiais, etc.]
Assistência médica - só para os não fumantes?
Quando os pacientes recorrem a uma Health Maintenance Organization (HMO)(espécie de medicina de grupo americana) eles escolhem o seu médico entre os que foram aprovados por uma Comissão, de acordo com critérios prestabelecidos. Para orientar os pacientes nesta escolha, a HMO oferece uma "ficha de informação" sobre cada médico.
Recentemente, um médico solicitou permissão para incluir em sua ficha o fato de que ele não aceitaria pacientes que fumassem, e que não prosseguiria o tratamento de pacientes que viessem a fumar. Sua manifestação (em maio de 1991) foi a seguinte:
"Durante 19 anos de medicina presenciei inconstestável quantidade de sofrimento devido ao fumo. Doe-me o coração ver as pessoas morrerem, especialmente de câncer, quando a causa predisponente foi o fumo. Assim sendo, decidi não mais aceitar novos pacientes que fumem, e, a partir de 1º de janeiro de 1992, todos os pacientes que ainda fumem serão convidados e orientados para procurar outro médico. Se você quiser ajuda para parar de fumar, procure-me agora."
A questão resultante para os membros da comissão assessora da HMO foi: a política proposta seria aceitável para os membros da HMO?
Marvin E. Herring,;Edmund L. Erde - Cambrigde Quarterly Healthcare Ethics,1994.
[No artigo em análise, comenta-se a falta de justificativa ética para a postura desse médico. Argumenta-se que a recusa eletiva de atendimento de pacientes, por não poder ser extensível aos outros médicos, sob pena de falência da HMO, não é aceitável.
A postura dos americanos é, como habitualmente ocorre, bastante pragmática. Sob o ponto de vista institucional, nada há a criticar. Em termos ideológicos, cabe, entretanto, objeção à restrição (talvez além do necessário) da autonomia do médico, que afinal poderá ter sua idiossincrasia quanto à ajuda (imposta) a alguém que ele considera "não querer ser ajudado". Marcos Segre ]
CFM