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Minerais

O MAGNÉSIO

27/07/2003

 


       O magnésio é o cátion intracelular mais importante, depois do potássio. Mesmo sendo menos abundante que os outros três grandes macro-elementos (sódio, potássio, cálcio), tornou-se vedete nos últimos anos, mesmo com seu impacto sendo exagerado por alguns. O papel fisiológico do magnésio é importante : ele intervém para regular a atividade de mais de 300 reações enzimáticas; intervém, igualmente, na duplicação dos ácidos nucleicos, na excitabilidade neural e na transmissão de influxo nervoso agindo sobre as trocas iônicas da membrana celular. A nível do sistema cardiovascular, ele é um opositor do cálcio.

       Uma parte importante do magnésio é fixado sobre os ossos sob a forma de fosfatos e bicarbonatos, uma pequena parte entra na composição da massa molecular e uma pequenina fração, presente no sangue, está ligada às proteínas, ionizada e fisiológicamente ativa.

       O estudo do metabolismo magnesiano constitui atualmente um campo em plena expansão, após um grande período de ignorância dos deficits magnesianos e de suas repercussões sobre a saúde. Pesquisas científicas tem demonstrado que, mesmo variações mínimas da concentração do magnésio nas células podem afetar o metabolismo, o crescimento e a proliferação celular. Os cardiologistas começaram a se interessar pelo magnésio ao descobrirem sua importância na função cardíaca. Com efeito, os dados epidemológicos demonstraram que uma hipomagnesemia (associada freqüentemente a uma hipopotassemia ) é acompanhada de um certo número de problemas cardiovasculares, notadamente de ritmo cardíaco. Foi também constatado que após um dano provocado por antiarritímicos (medicamentos que regulam o ritmo cardíaco), somente a administração concomitante de magnésio pode debelar certas arritmias cardíacas. Por outro lado, a predisposição a arritmias induzidas por certos medicamentos (digitálicos, por exemplo) levaria a uma depleção do magnésio. Outra razão pela qual os cardiologistas passaram a se interessar pelo magnésio foi a descoberta da relação entre o déficit magnesiano e o prolapsos da válvula mitral. Este distúrbio evolui felizmente sem problema em 95% dos casos e numerosos espasmofílicos com boa saúde são atingidos. As traduções clínicas do déficit magnesiano são muito freqüentes na esfera ORL: a clássica bolha na garganta com dificuldade de deglutição, uma pequena instabilidade com mudanças de posição da cabeça e do corpo (falsas vertigens), rinites persistentes ligadas a hiper-reatividade das mucosas nasais e sobretudo uma fadiga vocal durante o dia. Este último sintoma, acompanhado às vezes de dores faríngeas e de pigarro na garganta, geralmente ligada a uma origem infecciosa e a distúrbios psicossomáticos, podem desaparecer com a magnésioterapia.

       O campo onde a deficiência em magnésio foi mais discutida é o da hiperexcitação neuromuscular (ver capítulo sobre a espasmofilia). Ele apresenta uma espécie de círculo vicioso: um déficit magnesiano crônico conduz a uma baixa no nível da excitação neuromuscular e a uma maior sensibilidade ao stress, o que favorece ainda mais uma perda magnesiana. Esta depleção magnesiana passa por mecanismos muito complexos de desregulações nervosa e endocrionológica, ligadas ao stress agudo ou crônico. Mesmo sabendo-se que a atitude terapêutica é equivalente, convém fazer uma distinção entre os deficits magnesianos por aportes insuficientes de magnésio e os secundários, devidos a uma perda urinária permanente de magnésio.

       Ao lado do stress ou mesmo da incapacidade de lutar eficazmente contra ele, outras causas podem dar origem à depleção de magnésio: intoxicação por chumbo, uso prolongado de certos medicamentos, notadamente de diuréticos, problemas intestinais crônicos, alimentação parenteral prolongada, pancreatite e diabete.

       O álcool e uma alimentação rica em glucídios e em lipídeos podem igualmente aumentar a eliminação de magnésio.

       Se as circunstâncias da vida moderna passaram a exigir uma quantidade maior de magnésio, os aportes via alimentação parecem não atendê-la. Pelo contrário, eles parecem mesmo diminuír.

       Com efeito, os alimentos estão mais pobres em magnésio, devido a utilização seguida de adubos químicos e ao refinamento. Por outro lado, os alimentos ricos em magnésio (tais como legumes secos, chocolate, nozes, avelãs, amêndoas) não são ingeridos por serem muito ricos em calorias.

       Quando sabemos que a pílula, certos medicamentos como os diuréticos e os extratos tiroideanos agem no sentido da diminuição do magnésio, que o stress aumenta a excreção urinária, como se surpreender com o aparecimento de um estado espasmofílico nas jovens que usam contraceptivos orais, submetidas a stress familiares ou profissionais, que ainda mais, seguem freqüentemente um regime alimentar mal equilibrado e que se utilizam de medicamentos para emagrecer!

       É possível corrigir a depleção de magnésio por sua administração sob a forma de sais, ainda que os sais orgânicos pareçam de melhor assimilação.

       Para muitos autores, um teste da carga magnesiana oral seria o melhor teste diagnóstico e terapêutico. Ele é sempre um tratamento de longa duração, de três a seis meses, ou um tratamento contínuo em caso de perda urinária permanente de magnésio. Apela-se às vezes aos fixadores de magnésio, como a vitamina B6 ou a vitaminas D, que favorecem a assimilação do magnésio. Ainda que estes últimos tenham mostrado uma certa eficácia, não chegam a reduzir a depleção em magnésio em todos os casos.

 

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