Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Ácidos graxos polinsaturados de cadeia longa ômega-3
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Ácidos graxos polinsaturados de cadeia longa ômega-3

27/07/2003

Reto Muggli / Divisão de Substâncias Químicas Puras e Vitaminas / F. Hoffmann-La Roche Ltda / Basiléia, Suíça
Esta é uma seleção dos estudos clínicos mais importantes e não pretende esgotar o assunto em sua totalidade.

 

Epidemiologia
Vários levantamentos feitos com base em várias populações sugeriram que um consumo regular de peixe gorduroso resulta em uma redução acentuada de mortes devido a infarto do miocárdio (Kromhout, 1998; Dolocek, 1991; Siscovick, 1995). Parece provável que esta redução deva-se a uma queda significativa da incidência de fibrilação ventricular sustentada, arritmia cardíaca e morte súbita (Kang, 1996, Albert, 1998). Este efeito foi atribuído aos ácidos graxos polinsaturados de cadeia longa, ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA).

Intervenções
Um ensaio englobando dieta e re-infarto (Burr, 1989) demonstrou que doses relativamente baixas de ômega-3 (2,3 g / por semana) reduziram a mortalidade da doença cardiovascular em um grupo de pessoas que sobreviveram a infarto do miocárdio.

Um estudo prospectivo recente, com pacientes apresentando infarto agudo do miocárdio, demonstrou que a complementação com uma dose baixa de óleo de peixe (1,08 g/dia de ômega-3) e óleo de semente de mostarda [2,9 g/dia de ácido alfa-linoléico (ALA)] por 1 ano foi associado a uma redução significativa na incidência de eventos cardíacos (Singh, 1997). Neste estudo, o número total de mortes cardíacas foi significativamente reduzido pelo óleo de peixe mas não pelo suplemento de óleo de semente de mostarda, ilustrando, assim, que o e o de cadeia longa ômega-3 têm níveis diferentes de eficácia nutricional.

Em um estudo GISSI recentemente publicado (Marchioli, 1999), mais de 10.000 sobreviventes de infarto do miocárdio foram tratados durante 3,5 anos, em média, com 1g/dia de + . Os pacientes que receberam o óleo de peixe apresentaram uma redução marcante, de morte cardíaca e súbita, de 45% (relativa) e 1,6% (absoluta).

Modificação do fator de risco
A doença cardiovascular tem uma etiologia de fatores múltiplos, como ilustrado pela existência de numerosos indicadores de risco. O que se segue pode ser modificado, de maneira benéfica, pelo ômega-3.

  • Trigliceridemia
    Há uma relação funcional entre a ingestão de
    ômega-3 e as concentrações de triacilglicerol no plasma (TAG). Nos seres humanos, o ômega-3 exerce um efeito hipotrigliceridêmico consistente, que depende da dose e é persistente. Em uma análise recente de setenta e dois estudos, controlados por placebo, com os pacientes recebendo complementos de e em quantidades variando de 1,0 - 7,0 g/dia por, pelo menos 2 semanas, as concentrações de TAG no plasma foram consistentemente reduzidas em 25-30% (Harris, 1996).
  • Colesterol LDL E HDL
    O efeito do
    ômega-3 nos níveis totais de colesterol, bem como no colesterol LDL e HDL, entretanto, é mínimo (Harris, 1996).
  • Pressão sanguínea elevada
    A ingestão de ômega-3 marinho reduz a pressão sanguínea em pessoas hipertensas e, com menor freqüência, em pessoas com pressão normal (Appel, 1993; Morris 1993).

Trombose arterial
A trombose arterial, incluindo as plaquetas, funções dos eritrócitos e do endotélio, coagulação e fibrinólise, contribui para causar CVD (doença cardiovascular) e complicações.

  • Plaquetas
    A ingestão prolongada de ômega-3 inibe a agregação de plaquetas (Tremoli, 1995).
  • Eritrócitos
    O ômega-3 demonstrou aumentar a deformabilidade das células vermelhas do sangue e a reduzir a agregação (Ernst, 1989), reduzindo, assim, a viscosidade do sangue.
  • Função Endotelial
    O
    ômega-3 modula a resposta da célula do endotélio para as citocinas (De Caterina, 1995) e restaura a função endotelial deficiente [complacência dos vasos (Chin, 1994)]. Estes conceitos oferecem uma explicação altamente plausível para os efeitos do ômega-3 nas fases iniciais da aterosclerose.
  • Coagulação
    O
    ômega-3 reduz a tendência trombótica através da diminuição dos níveis de fibrinogênio no plasma (Saynor, 1995).

Conclusão
Concluindo, o ômega-3 é reconhecido como sendo um nutriente cardioprotetor. Os efeitos cardioprotetores do ômega-3 parecem dever-se, principalmente, a uma combinação de efeitos nos seguintes parâmetros de risco à saúde cardiovascular: diminuição do triglicéridos no sangue, prevenção de batimento cardíaco irregular (antiarritmia), diminuição da pressão sanguínea, redução da agregação das plaquetas e aumento da fluidez do sangue.

 

Roche


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