Em recente estudo publicado no The Laryngoscope , avaliou-se a eficácia da alimentação oral precoce em pacientes submetidos à laringectomia total, comparando-se com os métodos tradicionais. Observou-se a incidência de formação de fístulas e o período de permanência no hospital.
Os pacientes foram aleatoriamente separados em dois grupos ; o grupo 1, que recebeu alimentação oral (inicialmente dieta líquida e depois regular), e o grupo 2, controle, que recebeu alimentação através da via traqueoesofágica. Durante um período de três anos, 67 pacientes participaram do estudo , e dados completos foram obtidos para 65 pacientes (32 no grupo 1 e 33 no grupo 2).
Em três (9%) dos pacientes no grupo 2, ocorreram fístulas no quinto, sétimo e décimo quarto dias, respectivamente. Duas fístulas (6.2%) ocorreram no grupo 1 no sexto e oitavo dias, respectivamente.Nos pacientes sem fístula, o período médio de permanência no hospital foi 7.6 dias. Não houve diferença significante entre os dois grupos tanto com relação à incidência de fístulas como quanto ao período de permanência no hospital.
Os pesquisadores afirmam que a alimentação oral precoce no pós-operatório em pacientes submetidos à laringectomia total é uma prática clínica segura. Entretanto, este procedimento não reduz o período de permanência no hospital.
A Randomized Controlled Trial of Early Oral Feeding in Laryngectomized Patients - The Laryngoscope