Pesquisadores suecos publicaram, recentemente, no Arthritis & Rheumatism, um estudo no qual procuraram obter informações sobre o padrão e o subtipo histológico dos linfomas que se desenvolvem em pacientes com artrite reumatóide, antes do uso indiscriminado de imunossupressores, bem como sobre a presença de vírus Epstein-Barr.
Foi feito um estudo de coorte no qual pacientes com artrite reumatóide, submetidos a tratamento com imunossupressores por curto período. Os pesquisadores confrontaram informações provindas dos Registros de Alta do Hospital Sueco e dos Registros Suecos de Câncer, e identificaram 42 casos de câncer entre 11 683 pacientes com artrite reumatóide, na região de Uppsala, entre os anos de 1964 e 1984. Os prontuários médicos e as lâminas com biópsias dos linfomas foram obtidos, e os linfomas foram reclassificados de acordo com a Classificação da Organização Mundial de Saúde. Para detecção do vírus Epstein-Barr, os pesquisadores utilizaram-se de hibridização in situ.
Amostras teciduais de 35 pacientes foram revisadas, sendo que encontrou-se linfoma não-Hodgkin em 33 pacientes, e linfoma de Hodgkin em amostras de 2 pacientes. Houve freqüência aumentada de linfoma difuso de grandes células B, em 67% dos pacientes com linfoma não-Hodgkin, enquanto que, na população geral, a freqüência é de 30 a 40%. Vírus Epstein-Barr foi detectado em 5 de 30 linfomas examinados (17%). Dos 22 pacientes com linfoma difuso de grandes células B, 20 indivíduos apresentavam artrite reumatóide, com atividade inflamatória moderada ou intensa, e 6 pacientes foram tratados com medicamento anti-reumático modificador da doença por um ano.
Portanto, os pesquisadores concluíram que há incidência aumentada de linfoma difuso de grandes células B em pacientes com artrite reumatóide, possivelmente associado à atividade da artrite reumatóide.
Lymphoma subtypes in patients with rheumatoid arthritis: Increased proportion of diffuse large B cell lymphoma - Arthritis & Rheumatism