Primeiros socorros/Emergência - Afogamentos
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Primeiros socorros/Emergência

Afogamentos

07/08/2003

 

 

Afogamento é um tipo de acidente muito comum, principalmente no verão, quando a quantidade de banhistas nas praias e piscinas é bem maior.

Os afogamentos podem ser ocasionados por diversos tipos de acidentes, tais como mergulhos em águas rasas, abusos de álcool antes de entrar no mar, cãibras ou desmaios durante a prática de natação em águas profundas, acidentes com veículos aquáticos, etc.

Afogamento pode ser definido como uma sufocação na água. Esta sufocação pode ser provocada pela inundação das vias aéreas ou pelo fechamento da glote, estimulada pela presença de líquidos (espasmo de laringe). Nos dois casos, o resultado final será a asfixia (hipóxia) resultante da falta de oxigênio. As células nervosas são as primeiras a sofrer com a privação de oxigênio, morrendo em poucos minutos.

A primeira providência a ser tomada diante de um afogamento é solicitar socorro especializado (Bombeiros – emergência fone 193).

Os salvamentos não devem ser tentados por pessoas inexperientes que não consigam ter controle sobre as vítimas em pânico na água. O socorrista deverá realizar o socorro de uma vítima de afogamento, seguindo sempre a seqüência descrita abaixo:

1.      Jogar um objeto flutuante para a vítima ou tentar segurá-la com uma corda, remo ou galho;

2.      Se não obter êxito, tentar alcançá-la com um bote ou outro tipo de embarcação;

3.      Apenas quando tais tentativas já tiverem sido feitas e se o socorrista for capaz de fazê-lo tentar o salvamento através da natação.

JÁ FORAM REGISTRADOS INÚMEROS CASOS DE AFOGAMENTOS DUPLOS, QUANDO PESSOAS NÃO TREINADAS TENTARAM SALVAR VÍTIMAS DE AFOGAMENTO

Em caso de afogamento seguido de parada respiratória, o socorrista deverá iniciar o socorro aplicando a ventilação artificial o mais rápido possível, mesmo antes da vítima ter sido retirada da água. Se for necessária a ressuscitação cardiopulmonar, esta deverá ser iniciada assim que a vítima estiver deitada sobre uma superfície rígida, com o pescoço estabilizado.

A retirada de uma pessoa da água, quando há suspeita de lesão de coluna (provocada por um mergulho em local raso ou acidente com embarcação) envolve os mesmos princípios de socorro usados em qualquer outra vítima que apresente igualmente suspeita de tal lesão. Geralmente a vítima com lesão na coluna é encontrada dentro da água, inconsciente e em decúbito ventral. O socorrista deverá socorrer a vítima desvirando-a, com o cuidado de não mobilizar sua cabeça e pescoço. A avaliação do acidentado é realizada ainda dentro da água, e se não há respiração, deverão ser iniciadas imediatamente as manobras de respiração artificial. Com o auxílio de um segundo socorrista, a vítima deve ser imobilizada em uma maca rígida e posteriormente, transportada para um hospital. Se não houver o retorno da respiração espontânea, a respiração artificial deverá ser mantida durante todo o resgate e transporte da vítima.

Os vômitos nos afogados submetidos a RCP, permanecem como principal fator de complicação durante e após a ressuscitação. Ao contrário do que se preconizava anos atrás, a posição da vítima de afogamento em água salgada e que necessita manobras de ressuscitação na areia, deve ser paralela a linha do mar, de forma a evitar vômitos e aspirações, que ocorrem com maior freqüência com a posição cefálica mais baixa. A indicação anterior objetivava drenar água dos pulmões da vítima por gravidade, mas não é mais recomendada.

 

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