Curiosidades da Dra Shirley - A história do arroz
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Curiosidades da Dra Shirley

A história do arroz

08/08/2003
   
     

A ORIGEM 

O cultivo do arroz é tão antigo como a própria civilização.

Cerimônias civis, sociais e religiosas de muitos povos do oriente atestam a sua importância nutricional e cultural. 


O imperador chinês do ano de 2800 a.C., conhecedor do valor deste cereal, assumia o privilégio de semeá-lo em concorrida cerimônia de seu Império, em que os príncipes de sua família, subalternamente, semeavam outras classes de grãos.

A origem deste lendário alimento é de uma planta silvestre de algumas regiões da Índia e da zona tropical da Austrália. O Talmud (texto rabínico) já citava o seu cultivo.

Existem provas que era plantado no Vale do Eufrates e na Síria, quatro séculos antes de Cristo. 

Com certeza, o arroz nasceu na Ásia, afirmam historiadores, para, posteriormente, conquistar o mundo, desbravando hectares e hectares de terras, seguindo deste continente para a Europa e norte da África. Batizado como “aruz” na Espanha, onde foi levado pelos árabes, já era cultivado na Itália, em 1468, próximo a Pisa.

 

 

 

 

 

O ARROZ NO BRASIL

A introdução do arroz na América teria ocorrido através do sul dos Estados Unidos, em 1647, fato contestado, no entanto, por autores brasileiros que apontam o Brasil como o primeiro país a cultivá-lo no continente americano, após esse cereal ter vegetado espontaneamente em época anterior ao descobrimento. 

Integrantes da expedição de Pedro Álvares Cabral, regressando de uma peregrinação por três milhas no território nacional, trouxeram arroz colhido em chão brasileiro, relatam pesquisadores. 

O arroz era da espécie tipo “selvagem”. Era o “milho d’água” (auati-i, abati-miri, abati-uaupé, ou abatiapê ou abatiapé, no qual auati ou abati é “milho” e apé é “com casca”) que os tupis, muito antes de conhecerem os portugueses, já colhiam sem sequer sair do barco nos alagados perto do litoral. 

Em 1587, lavouras arrozeiras já ocupavam terras da Bahia; em 1745, o cultivo teve início no Maranhão; em 1772, no Pará e, em 1750, em Pernambuco. A prática da orizicultura no Brasil, de forma organizada e racional, era notada acentuadamente em meados do Século 18. 

A primeira descascadora de arroz, autorizada pela coroa portuguesa, aconteceu em 1766, no Rio de Janeiro, isentando o Brasil dos impostos de saída do produto e de sua entrada em Lisboa. 

O regente D. João foi o responsável pela inclusão de arroz na alimentação do Exército. Na campanha de Canudos, os soldados comiam arroz na “bóia” regulamentar (assim chamada por ter feijões boiando).

Desta época até a metade do Século 19, o País foi grande exportador de arroz. Posteriormente, passou a importá-lo, o que provocou medidas para melhorar o preço do produto nacional e expandir a orizicultura em vários Estados brasileiros, com o objetivo de atingir uma produção compatível com a necessidade de consumo interno.

Sempre presente na mesa do brasileiro, o arroz “nosso de cada dia” tem consumo anual – o terceiro mais elevado da América Latina – entre 40 a 45 quilos por habitante, o que sintetiza a sua importância na agricultura. O Brasil é o grande produtor mundial de arroz (11 milhões de toneladas) e o cereal é cultivado em todos os Estados. 

Atualmente, o Rio Grande do Sul é o maior produtor brasileiro e é o responsável pelo excedente das pequenas exportações.

Outros grandes produtores são os Estados de Santa Catarina, Mato Grosso,  Maranhão, Tocantins e Goiás.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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