Esta página já teve 32.388.014 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 15.692 acessos diários
home | entre em contato
 

gastronomia

A Cachaça no mundo e no Brasil

08/08/2003

 

Os egípcios já especulavam a cura de várias doenças através da inalação de vapores aromatizados e fermentados, absorvidos do bico de uma chaleira. Depois, os gregos conseguiram obter o AL kuhu, torcendo um pedaço de lã umedecido pelo vapor da resina de Cedro. No Tratado da Ciência, escrito por Plínio, "O Velho", que viveu no início do primeiro milênio, está registrado a ácqua ardens - água que pega fogo.

     A partir de então, os alquimistas atribuem a ela propriedades místico-medicinais. Transformando-se em água da vida. A Eau de Vie é receitada como elixir da longevidade. Pela força da expansão do Império Romano, a aguardente atravessa a Europa e invade o Oriente Médio onde os árabes descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje .No início do século XVI, os portugueses descobrem novas terras propícias ao cultivo de cana e, paralelo ao açúcar, produzem aguardente.

A Cachaça no Brasil

 

 

 

 

 

 

Reservada inicialmente aos escravos, a cachaça, com o aprimoramento da produção, atraiu muitos consumidores e passou a ter importância econômica para o Brasil colônia. Tornou-se moeda corrente no tráfico negreiro com a África. Era trocada em maior proporção que o fumo Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a cachaça. Era costume oferecê-la aos escravos na primeira refeição do dia, a fim de que pudessem suportar melhor o trabalho árduo dos canaviais.
     Dos meados do Século 17 até metade do Século 18, as "casas de cozer méis", como estão registradas, se multiplicam nos engenhos. A descoberta de ouro nas Minas Gerais, traz uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A cachaça ameniza a temperatura.

   Outra lapada

     Em 1743, D. Maria I volta a investir contra a produção de cachaça na colônia, culpando-a pela baixa produção escrava. Porém, nas veias dos brasileiros já corria sangue venenoso levando a coroa à derrota mais uma vez. A produção da "marrvada", então, só cresceu e nos fins do século XVII já era exportada para Angola. No período de 1798 a 1890, a Bahia exportava, para a África, 46 mil litros da famosa bebida.
     Em 1756 a Aguardente de Cana de Açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.
     Como símbolo dos ideais de liberdade, a cachaça percorre as bocas dos inconfidentes e da população que apoia a Conjuração Mineira. A aguardente da terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa.
     Com o passar dos tempos melhoram-se as técnicas de produção. A cachaça passa a ser apreciada por todos. Hoje, várias marcas de alta qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo. É com muito orgulho que o
Divina Gula mantém viva em seus barris toda a essência da história do povo brasileiro.

 

 

Divina Gula

 


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos