A demência é uma síndrome decorrente de uma doença degenerativa do cérebro, na qual existe uma perturbação de várias funções corticais superiores, grave o bastante para interferir com as atividades de vida diária e a qualidade de vida.
As taxas de prevalência para demência dobram a cada 5.1 anos de idade, e são de 11% a 13% para o grupo etário de 80 a 84 anos. O bem conhecido fenômeno do envelhecimento populacional nas sociedades ocidentais, por si só, provocará um grande aumento no numero de casos de demência.
CLASSIFICAÇÃO DAS DEMÊNCIAS
Várias doenças provocam demência.
Demências devido a condições médicas específicas são relativamente raras , e estudos recentes mostraram que algumas das demências passíveis de tratamento podem não ser tão reversíveis nas pessoas idosas quanto se costumam acreditar.
As demências degenerativas podem ser divididas em duas categorias: aquelas com características corticais predominantes e sem sinais motores proeminentes, como a Doença de Alzheimer e Demência Frontotemporal, e aquelas com características subcorticais predominantes e com características motoras proeminentes, como demência decorrente da Doença de Parkinson e a Doença de Huntington.
DOENÇA DE ALZHEIMER
A Doença de Alzheimer(DA) é mais freqüente de todas as demências, respondendo por cerca de 60% de todos os casos. A sua etiologia é heterogênea e a sua causa é ainda desconhecida. Suas características clínicas - idade ao início, curso padrão dos sintomas neuropsicológicos e psiquiátricos - são variáveis.
O diagnóstico na DA é clínico, só sendo confirmada à necropsia com evidencia de atrofia cerebral e característica histopatológicas próprias, incluindo perda neural neocortical, depósitos amilóides extravasculares e deposição de emaranhados neurofibrilares estão intimamente associados com o grau de déficit cognitivo e, ao que parece, diferenciam o envelhecimento saudável da DA. Várias deficiências neuroquímicas também foram identificadas na DA, em especial uma atividade enzimática reduzida associada à síntese e degradação de acetilcolina. A preservação da atividade da acetilcolina circulante é uma estratégia-chave no desenvolvimento do tratamento farmacológico da DA.
Apesar de haver resultados de pesquisas muito interessantes nessa área, não existem marcadores biológicos disponíveis atualmente para diagnóstico clínico.
A grande maioria de casos de DA são esporádicos, de início tardio.
A DA esporádica se caracteriza por um inicio insiduoso e uma progressão lenta, passando por 3 estágios: leve, moderado e severo. Apesar de os déficit de memória serem típicos quando no inicio da doença, outros déficit de funções corticais superiores podem variar consideravelmente de um paciente a outro, especialmente nas fases iniciais da doença. Ansiedade e depressão são freqüentes ao inicio, seguindo-se mudanças de personalidade e problemas de comportamento nas fases mais avançadas.
QUEDAS
Causas das Quedas:
- Causas atribuídas ao próprio envelhecimento:
As alterações próprias da idade no controle da postura e do andar provavelmente desempenham um papel maior em muitas quedas em idosos. Os idosos tem dificuldades na regulação das respostas relacionadas à velocidade e à precisão. Assim, ao desequilibrarem, atrasam na seletividade dessas respostas, especialmente nas atividades mais complexas.
- Causas Patológicas:
São diversas as condições patológicas que aumentam em prevalência com a idade e que contribuem também para as quedas.
As doenças degenerativas das articulações , especialmente as da coluna cervical, lombossacras e extremidades inferiores podem causar dores, articulações instáveis, fraqueza muscular. Seqüelas de fraturas de quadril e do fêmur podem causar um andar mais instável, o que também pode ser observado quando ocorre fraqueza residual muscular ou déficit sensoriais de um recente ou remoto acidente vascular cerebral.
Os problemas nos pés como joanetes, calos, doenças nas unhas, deformidades nas articulações que causam dor e alterações no andar, são comuns e são causas corrigíveis de instabilidade.
- Causas por fatores extrínsecos:
A maior incidência de quedas está relacionada com os fatores extrínsecos ou ambientais. As casas das pessoas idosas geralmente são repletas de perigos ambientais. Os principais fatores extrínsecos relacionados com quedas, os quais devem ser considerados como fatores de risco, são:
- presença de móveis instáveis
- escadas inclinadas e sem balaústres
- tapetes avulsos e carpetes mal adaptados
- iluminação inadequada
- pisos escorregadios
- camas altas e sofás, cadeiras e vaso sanitário muito baixo
- fios elétricos soltos
- uso de chinelos ou sapatos em más condições ou mal adaptadas
- presença de animais domésticos pela casa.
INCONTINÊNCIA URINÁRIA
A perda involuntária de urina foi autodescrita por 30% de habitantes da comunidade maior ou igual a 60 anos de idade, acompanhados ao acaso. Estudos europeus descrevem que as taxas de prevalência variam de 1,6 a 49%, sendo o amplo intervalo atribuível a diferenças nas técnicas usadas nos estudos e nas definições de incontinência urinária. O problema é mais prevalente nos idosos institucionalizados; aproximadamente 50% dos idosos cronicamente institucionalizados e 30% dos hospitalizados não selecionados são incontinentes. A prevalência é muito mais alta em mulheres do que em homens, com uma proporção de aproximadamente 2:1.
A incontinência urinária pode ser uma causa de internação e é um fator contribuidor nas escaras de decúbito, ITUs e depressão. O problema está estreitamente associado com a saúde geral precária e com condições clínicas crônicas. Em mulheres idosas, a paridade sozinha não se correlaciona à incontinência urinária, a menos que a última também tenha ocorrido durante uma gravidez.
Esta condição do idoso é pouco compreendida e negligenciada. Muitas pessoas acreditam incorretamente que o envelhecimento por se provocar a incontinência urinária. Programas educacionais para o publico e para os médicos são necessários para fornecer informações precisas e mudar as percepções erradas. Com as numerosas modalidades de tratamento disponíveis, cada pessoas idosa que sofre de incontinência urinária deve Ter uma oportunidade de controlar, se não corrigir, o problema.
O mau funcionamento do esfíncter uretral proximal ou da porção da uretra que vai da via de saída vesical até o assoalho pélvico, é responsável por aproximadamente 46% dos casos de incontinência urinária em mulheres idosas. A incontinência nos restantes é considerada como um resultado da contractilidade não inibida do detrusor.
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