É aquela que se manifesta no aparelho urinário, masculino ou feminino, sendo classificada conforme sua topografia (localização). Pode ser alta, quando acometer os rins (pielonefrite) ou baixa, quando acometer a bexiga (cistites). Podem ainda ser agudas, quando as manifestações são súbitas e intensas ou crônicas, com poucos sintomas referidos pelo doente. Existem também, infecções urinárias de repetição, como as cistites recidivantes.
Existem uma série de hipóteses sobre a origem das ITU, como a hematogênica (pela circulação sangüínea), linfática (pelos vasos linfáticos) e ainda a via ascendente (uretral), esta última, a mais aceita.
Na contaminação via ascendente, os germes alcançariam o interior da bexiga, vindos pela uretra. Uma vez dentro da bexiga, e desde que esta propicie condições para sua multiplicação, as bactérias passam a agredir a mucosa (revestimento interno), fato este que se traduz pelos sintomas infecciosos (febre), irritativos (ardência, frequência, sensação de bexiga cheia, etc...) e obstrutivos (jato fraco ou espalhado, resíduo pós-miccional, etc...). Se não tratada, esta infecção pode ascender aos rins, na forma de pielonefrite (aguda ou crônica) e constituir uma doença muitas vezes mais grave, com sintomas mais intensos (além dos da cistite, febre alta, fraqueza, dor nas costas, náuseas, etc...) e necessidade de hospitalização para tratamento antibiótico intravenoso. Se ponderarmos que o rim filtra todo nosso sangue, fica fácil de entender a gravidade de uma pielonefrite aguda. Facilmente o germe presente no rim pode entrar na corrente sanguínea a levar a uma urosépsis (septicemia - infecção generalizada - de origem renal), com risco de vida. Além do exposto, as pielonefrites mal conduzidas (tratamento inadequado ou ineficaz) podem resultar em pielonefrite crônica, com graves seqüelas renais.
Claro que o aparelho urinário conta com mecanismos de defesa, sem os quais, faríamos infecções urinárias diariamente, numa proporção tão elevada que teríamos os rins destruídos em poucos meses. As variações de pH, osmolalidade e a concentração de uréia e amônia, são exemplos de fatores limitantes das ITU, isto é, a urina normal é "bactericida" para populações pequenas de bactérias, como as que chegam à bexiga feminina após o coito (relação sexual). Pela fato da uretra feminina ser curta, o hábito de urinar após o coito tem papel fundamental na prevenção das ITU neste sexo.
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