Urologia/Andrologia/Homem - Continência Urinária
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Urologia/Andrologia/Homem

Continência Urinária

08/08/2003

 

 

É a especialização da bexiga, que é servir de reservatório para a urina. Entretanto, diversos fatores, que serão vistos na seqüência, podem interferir nesta chamada "continência" alterando-a para mais no caso da retenção urinária e para menos, no caso da incontinência urinária. Os casos de retenção, completa (retenção urinária aguda) ou incompleta (resíduo pós-miccional) são geralmente conseqüência de alterações anatômicas (próstata, estenose de uretra, carúncula uretral, por exemplo) ou orgânicas (diabetes, Mal de Parkinson, etc.) ou neurológicas como a bexiga neurogênica atônica. Nas retenções urinárias, uma vez se conhecendo a causa, pode-se definir o tratamento. Fisiologicamente, a população de homens é mais afetada, pois a incidência de prostatismo  é muito grande.

Já as incontinências comprometem mais a população feminina, causando grande prejuízo social e pessoal ao indivíduo, que muitas vezes se priva de sair de casa com medo de se molhar, de não encontrar banheiro no local aonde irá, odor de urina, etc. Na mulher pode ocorrer a incontinência aos esforços ou "stress", classificada em grandes (esportes ou ao fazer força abdominal), médios (espirrar, tossir) e pequenos (levantar de uma cadeira, rir); Bexiga Hiperativa com urgeincontinência (desejo forte e incontrolável de urinar com grande possibilidade de se urinar se não achar banheiro), polaquiúria (urinar várias vezes pouco volume) e sensação de bexiga cheia após urinar (mesmo com uma quantidade muito pequena de urina), são conseqüências de uma bexiga muito sensível, que a mulher sente como cheia mesmo com uma pequena quantidade de urina dentro e o músculo vesical se contrai inesperadamente e sem condições de controlá-lo.Temos ainda a incontinência paradoxal ou "overflow" que ocorre quando a perda da urina que não cabe mais dentro da bexiga, já cheia ou que não se esvaziou, por isto é paradoxal, pois quando pensamos em incontinência imaginamos uma bexiga vazia.

Muitas vezes, as incontinências são operadas sem necessidade, pois a cirurgia corrige apenas a anatomia e não a hiperatividade da bexiga, assim, por exemplo uma mulher nestas condições, terá que se medicar cronicamente além do procedimento cirúrgico. Talvez a medicação a poupasse da cirurgia.

Importante ainda citar que, em casos selecionados, a fisioterapia tem papel de destaque, pois os exercícios de fortalecimento da musculatura pélvica são fundamentais para devolver a continência em ambos os sexos, sem necessidade de cirurgia ou uso de medicamentos. Seu urologista vai orientar-lhe ao tratamento mais indicado para seu problema.

 

Diagrama do controle da bexiga

Todo músculo se contrai. A bexiga, contudo, é um raro músculo que guarda a urina sem se contrair. Enquanto está armazenando, fica relaxada, ao passo que a uretra, que trabalha com esse órgão, permanece contraída, justamente para segurar a urina. Quando a pessoa vai urinar, o cérebro envia uma mensagem para a bexiga (grande músculo) se contrair. Ao mesmo tempo, os músculos do esfíncter, que envolvem a uretra, relaxam e deixam a urina passar. O ato de urinar é um processo complexo, bem elaborado. Parece totalmente automático, está porém sujeito à nossa vontade.

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