|
Research Unit, San Raffaele–Roma, Tosinvest Sanità, Itália, e INCOR, Universidade de São Paulo, Brasil, realizaram um estudo para avaliar um amplo espectro de marcadores da inflamação vascular em 389 mulheres na pós-menopausa com o risco cardiovascular aumentado no inicio do estudo e após 6 meses de TRH (126mulheres) ou sem TRH (263mulheres).
Comparados com o inicio do estudo, os níveis da PCR aumentaram significativamente após a TRH (0.9 ± 0.02 versus 1.6 ± 0.4 mg/l. P<0.01); e ao contrário, as moléculas-1 de adesão intracelular solúveis diminuíram de 208±57 para 168±37 ng/ml (P<0.01) após a TRH. Similarmente, a molécula-1 de adesão da célula vascular diminuiu de 298±73 para 258±47 ng/ml (P<0.01), níveis plasmáticos de selectina-E foram reduzidos de 17.8±5.6 para 14±3.9ng/ml (P<0.01), os níveis de interleucina-6 diminuíram de 1,51±0.22 para 1.29±0.28 pg/ml, e os níveis plasmáticos de trombomodulina-s diminuíram de 4.8±0.7 para 4.3±0.9ng/ml (P<0.01). Não foram detectadas mudanças significativas na PCR nem nos marcadores de inflamação vascular nas mulheres que não fizeram uso da TRH.
A discrepância entre o aumento dos níveis de PCR e a redução dos níveis plasmáticos de todos os outros marcadores de inflamação sugere que o aumento da PCR após a TRH oral pode estar relacionado com a ativação do metabolismo hepático e não com uma resposta de fase aguda. A TRH parece estar associada com diminuição geral na inflamação vascular.
Fonte: Circulation 2003;107:3165-3169. |