Otorrinolaringologia/ORL/Fono - Tumores Cervicais
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Otorrinolaringologia/ORL/Fono

Tumores Cervicais

09/08/2003

 

Os tumores cervicais estão presentes em grande parte dos capítulos referentes às diversas afecções na área da cabeça e do pescoço, sejam como doença primária ou secundária a outro processo um pouco mais distante. Como tumores cervicais primários podemos citar os Bócios, os Cistos Branquial e Tireoglosso, os Linfomas etc. Como secundários, temos as metástases linfonodais de tumores malígnos, como as maiores representantes desta condição, sem poder esquecer as linfadenites satélites de quadros infecciosos e outras.

EXEMPLOS DE DOENÇAS QUE EVOLUEM COMO TU. CERVICAL

PRIMÁRIAS

SECUNDÁRIAS

*Tumores congênitos

-cistos tireoglosso e branquial

-laringoceles

*Bócios

*Glômus jugular e carotídeo

*Lipomas

*Linfomas

*Tumor de glândulas salivares etc

*Metástases

*Linfadenites satélites

*Abcessos etc.

ABORDAGEM PRÁTICA DE UM TUMOR CERVICAL

Objetivos: - definir se o tu. é metástase linfática de outro tumor ou se é afecção própria de alguma víscera cervical.

    • definir se é doença malígna ou benigna
    • determinar qual é a doença primária
    • indicar a terapêutica apropriada

História clínica bem direcionada: tempo de aparecimento; sintomas associados e cronologia; hábitos (fumo e álcool); antecedentes pessoais e familiares.

Exame físico: exame geral com avaliação do estado nutricional. Exame especial: inspeção; otoscopia (tu de orelha externa); rinoscopia anterior; oroscopia; laringoscopia indireta; palpação do pescoço descrevendo todas as características do tu. Deve ser minucioso pois fornece muitos dados importantes para diferenciar primários de secundários, malígnos de benígnos.

Exames subsidiários:

-Nasofibrolaringoscopia ou telelaringoscopia

-Radiológico: sialografias, planigrafias etc

-Ultrassom: fornece grande número de informações sobre o tu. Auxilia a diferenciar sólidos de císticos, definir origem e orientar punções biópsias.

-Tomografia Computadorizada: boa para osso, ruim para partes moles

-R.N.M. : Boa para partes moles, ruim para osso.

-Angiografias, cintilografias

- Biópsias: PAAF – punção aspirativa por agulha fina

- Biópsia a "céu aberto"

LINFADENOPATIAS CERVICAIS: Procurar definir sempre se o linfonodo aumentado reflete processo malígno ou benígno.

Dr. Roger Antonio Pinto

 

www.unifesp.br


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