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Existe uma estrutura, no ouvido interno, chamado de cóclea (aparelho receptor de impulsos elétricos). Essa estrutura transforma vibrações em impulsos elétricos para as fibras auditivas (neurônios) que encaminham para o cérebro através dos nervos auditivos.
A pessoa que sofre de surdez profunda, possui a cóclea danificada, o que impede a transmissão desses impulsos elétricos, fazendo com que o som não chegue ao cérebro, causando a surdez.
Durante a avaliação da equipe médica, composta por especialistas nas áreas de otorrino, fonoaudiologia, enfermagem, psicologia, serviço social, radiologia, clínica médica, neurologia, pediatria e genética é selecionado o melhor candidato ao implante ou encaminhado para outros tipos de tratamentos.
A seleção é feita com pacientes adultos com idade superior a 18 anos - com surdez profunda - e que não conseguem utilizar aparelhos auditivos comuns. Em crianças a seleção é feita com pacientes com idade a partir de um ano, com surdez pré (que nunca ouviram antes) e póslingual (que ouviam antigamente e que por algum motivo chegaram a surdez total).
Os resultados satisfatórios do implante aparece, aproximadamente, após seis a oito semanas da cirurgia: Uma maior verbalização, melhor qualidade no tom de voz, fala rítmica, e habilidade em produzir sons e capacidade de se comunicar pelo telefone em 55% dos casos. É um processo gradual “Porque o paciente precisa buscar na memória, os sons e ruídos sonoros que ficaram arquivados”, explica Dr. Paulo Porto.
De acordo com Porto, verifica-se que os resultados mais apurados acontecem ainda em pacientes que já ouviam anteriormente, pacientes ideais, uma vez que conseguem identificar melhor o som, do que pessoas que nunca ouviram.
O serviço de Implante Coclear da Unicamp já iniciou o cadastramento para os interessados no implante. A meta inicial neste primeiro ano é implantar, mensalmente, dois pacientes com idade acima de 18 anos, que sofram de surdez total ou profunda bilateral. Os interessados devem procurar o ambulatório de Otorrino que fica no 2º andar do Hospital das Clínicas da Unicamp.
www.hc.unicamp.br
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