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gastronomia

Vinho- considerações sobre o escolher e servir

01/08/2003

 

O vinho não deve ser considerado uma bebida alcoólica: é um produto alimentício. O vinho é a mais pura das bebidas!" e nós, apreciadores do bom vinho, podemos comprovar que este é, antes de tudo, uma das delícias do bem viver.
O hábito de beber vinho é um dos mais salutares, pois além do prazer que propicia, é um alimento; principalmente para a alma!
Como um alimento, o vinho também deve fazer parte de nossa dieta diária, bem como nas ocasiões especiais, quando ajudará na celebração de algum acontecimento importante ou de uma data significativa.
O vinho, além do mais, completa o prazer da refeição, ajudando a salientar o sabor dos diversos pratos. Mas, para tal, ele deve ser bebido corretamente. Beber vinho é uma arte e quase uma ciência.
Por isto, toda a fase de uma refeição, que compreende desde a escolha dos vinhos, a maneira de serví-los, de degustá-los e bebê-los, exige uma certa observância de regras, um pouco de requinte e sabedoria para desfrutar todo o potencial de prazer e bem estar que o vinho enseja.

Escolhendo o vinho
A regra fundamental e mais apropriada para uma escolha correta é a seguinte: qualquer combinação de pratos com vinho, seja este tinto, branco ou rosé, será a indicada desde que ela seja do agrado de quem a determinou.
À medida que os diversos vinhos vão sendo degustados, serão automaticamente selecionados, descobrindo-se então qual o melhor para acompanhar este ou aquele prato, qual a melhor ocasião para servir um tipo específico e próprio para a celebração em curso. Mas existem outros critérios tradicionais, e que de um modo geral, presidem a escolha de um vinho. O primeiro é simples: uma refeição será tanto mais gostosa quanto mais se aproximar o vinho escolhido em paladar, corpo, cor e suavidade dos pratos que estão sendo servidos.
Se a cor constitui um indicador, podemos estabelecer que para acompanhar pratos de carnes vermelhas, o vinho indicado será tinto, bem encorpado. Para carnes brancas (peixes, aves, etc.), um vinho branco é o acompanhamento natural. Já o vinho rosé poderá ser sugerido para qualquer prato, ficando o vinho suave, licoroso, o apropriado para ser servido com sobremesas e doces.
Todos os critérios apresentados não devem, é claro, ser rígidos, existindo ainda variações próprias de cada região.

Servindo o vinho
De um modo geral, os vinhos têm uma temperatura certa, para que, de uma forma mais completa, o sabor e seus aromas possam ser percebidos.
Os vinhos brancos e espumantes devem ser servidos bem frios, a uma temperatura entre 10°C e 12°C, o mesmo valendo para os rosés. Já para os tintos, o mais apropriado é a temperatura ambiente.
O vinho deve ser protegido contra mudanças bruscas de temperatura, não devendo, de forma alguma, ser colocado em freezers para um esfriamento mais rápido ou aquecidos artificialmente pois seu sabor seria totalmente prejudicado.
Antes de serví-lo, recomenda-se ainda, que a garrafa permaneça aberta pelo menos uma hora. Isto permitirá um maior realce das qualidades do vinho.

 

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