Saborear um bom vinho é um dos prazares da vida. Se conhecermos seus segredos, porém, podemos apreciar melhor cada momento. A cultura milenar do vinho, que durante muito tempo representava um patrimônio de um grupo restrito de "connaisseurs" torna-se acessível a um número cada vez maior de pessoas que estão fazendo curso de vinho para melhor a sua arte e cultura eno-gastronômica.
O número de profissonais, consumidores, maitres e empresáros tanto da área de hotelaria ou não, estão compartilhando dos conhecimentos dos especialistas da arte de apreciar um bom vinho.
Os segredos da degustação de um bom vinho: como escolher, pedir, servir e harmonizar vinhos e alimentos.
Introdução
Um bom prato, quase sempre, gosta de estar ao lado de um bom vinho.
Há casos clássicos, quase unânimes, mas também mitos e verdades sobre o casamento perfeito entre pratos e vinhos.
Não faltam ainda as incansáveis e bem-vindas discussões dos degustadores, sobre qual vinho combina melhor com foie gras, chocolate, cordeiro.
Mas o que importa é a harmonia entre ambos, definida, principalmente, pelo paladar de cada um.
Vinhos de sobremesa
Produzidos como vinhos de mesa, os vinhos de sobremesa são vinhos fortificados, reforçados com a adição de mais álcool. Mais doces e com maior durabilidade, são geralmente consumidos após as refeições.
Na Europa, o vinho de sobremesa é também denominado de licoroso. Alguns exemplos de vinhos fortificados são o vinho do Porto e do Madeira (Portugal), além do Jerez (Espanha). Entre os vinhos de sobremesa destacam-se os franceses Muscat de Beaunes-de-Venis, Riversaltes, Banyuls e o português Moscatel de Setúbal.
A combinação destes vinhos com sobremesas não é tarefa fácil. O vinho deve ser, sempre, mais doce do que a sobremesa. O chocolate, o ingrediente de sobremesas mais difícil de se harmonizar com vinhos, cai bem com o francês Banyuls.
Combinações clássicas
Pernil de javali com Châteneuf-du-pape
Ostras cruas com Champagne
Pêra assada com Sauternes
Bordeaux com cordeiro
Comitê pela vida