
A disidrose é uma lesão freqüente na clínica dermatológica. Pode acometer ambos os sexos e em qualquer idade.
Disidrose ou eczema desidrótico são lesões vesiculosas (pequenas bolhas) que aparecem nas regiões palmares (mão) e plantares (pé) de carcter recidivante. O quadro clínico é súbito e recorrente e a duração do quadro em média é de 3 semanas.
Existem vários fatores relacionados a esta entidade:
- Contatantes: várias substâncias estão relacionadas com relação ao contato.
- Atopia
- Infecções bacterianas
- Medicamentos: dentre estes destacam-se as penicilinas e outros antibióticos
- Infecções fúngicas
- Fatores emocionais
- Fatores estressantes, geralmente associam à hiperhidrose
O tratamento realizado é com produtos tópicos e nos casos mais severos medicamentos sistêmicos.
Eczema Disidrótico
Também denominado disidrose, é condição clínica muito comum, caracterizada por erupção (eczematosa) recidivante constituída por vesículas e bolhas nas palmas e plantas. Anteriormente considerada erupção determinada por mera retenção sudoral, hoje é tida como manifestação eczematosa peculiar (específica) das palmas e plantas. As causas mais comuns são os focos de fungos, dermatites de contato e drogas, podendo o eczema disidrótico ser também manifestação associada a doença cutânea generalizada.
As infecções produzidas por fungos, em fase aguda, inflamatória, podem ser responsáveis por reação disidrótica à distância: a erupção vesico-bolhosa apresenta-se nas mãos e/ou nos pés, sendo achado o fungo somente no foco de infecção original (no local da inflamação produzida pelo fungo). As manifestações à distância são chamadas ides (nesse caso, mícides). O exame direto é positivo para dermatófitos no foco e negativo na lesão de mícide. O fenômeno da manifestação à distância é tido como resposta a absorção de produtos antigênicos oriundos dos fungos.
Eczema Disidrótico
Substâncias que provocam dermatites de contato podem desencadear a disidrose, por irritação primária ou sensibilização (v. eczema de contato).
O eczema disidrótico pode ser manifestação de atopia (v. eczema atópico).
Estresse emocional pode desencadear eczema disidrótico, especialmente quando associado a atopia e hiperidrose.
O diagnóstico é feito pela presença de vesículas e bolhas, com eritema ausente ou limitado, nas bordas dos dedos e nas bordas das palmas e plantas - também distribuídos pelas palmas e plantas - com caráter persistente e recorrente. As vesículas podem confluir, formando grandes bolhas. Pode acontecer infecção secundária com abundante secreção purulenta.
O diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com psoríase pustulosa.
O tratamento é relativo à causa, que deve ser investigada e tratada. Se houver foco de fungos, o tratamento com itraconazol ou fluconazol parece o mais indicado, por via oral, em doses adequadas à intensidade e extensão da infecção fúngica. Se houver suspeita de contactante, esse deve ser afastado. O tratamento da erupção eczematosa - uma vez afastada a presença de fungos, bactérias (secreção purulenta) e erosões no local a ser tratado - pode ser feito com creme de corticosteróide em pequena quantidade, duas vezes ao dia, durante não mais que sete a dez dias. Em caso de infecção secundária expressiva devem ser usados antibióticos de amplo espectro. A assepsia local pode ser feita com permanganato de potássio diluído a 1:20.000, em banhos (com água morna) por cinco minutos, duas vezes ao dia. Ocasionalmente, em casos intensos, podem ser empregados corticosteróides sistêmicos. Antihistamínicos e tranqüilizantes podem ser úteis.
Referência Bibliográfica
1. Extraído de Rook, Wilkinson, Ebling et al. Textbook of Dermatology, 6th Ed, Blackwell Scientific Publications, 1992.