Genoma e espondilite
Uma das questões -chave para a bioética, diz respeito a aplicação da engenharia genética e o Projeto Genoma Humano, a qual tanto pode trazer benefícios extraordinários como acarretar danos insuportáveis. Com o domínio de técnicas relacionadas com o melhor conhecimento do DNA passou-se a possibilitar o diagnóstico pré-natal de problemas genéticos e a identificação dos portadores de genes de risco, ou seja, genes sadios mas que podem dar origem a crianças com alguma doença genética. Se, por um lado, esses exames ou testes preditivos permitem o aconselhamento a casais que devido a antecedentes familiares ou individuais correm o risco de gerar uma criança deficiente, por outro criam uma série de questionamentos éticos, desde a indicação de um aborto até uma futura limitação de um cidadão na sua atividade laboral. O perigo que ronda todo esse contexto é a transformação de um "risco genético" na própria doença, alterando perigosamente o conceito de "normal" e de "patológico", com suas conseqüências indesejáveis de toda ordem, especialmente sociais.
M. A Khan e colaborador, reumatologistas, da Faculdade de Medicina de Case Western Reserve, de Cleveland, chamam atenção para algumas dúvidas que surgiram nos estudos recentes da associação do marcador génetico do HLA-B27, na doença da coluna, chamada de espondilite anquilosante. Os autores dizem que em estudos de pacientes europeus e seus descendentes esse risco genético da doença é de 16%, baseado no fator HLA-B27, e, de 50%, quando baseado em todo complexo maior de histocompatibilidade (MHC, em inglês), que também inclui o HLA-B27.
Os autores afirmam que essa revisão também está ocorrendo com outras doenças reumáticas.
Fonte :: Best Pract Res Clin Rheumatol 2002 Sep;16(4):675-90
Fonte:
http://ram.uol.com.br/materia.asp?id=139