Absenteísmo fica reduzido com ergonomia
B. Landstad e colaboradores, fisioterapeutas do Departamento de Reabilitação do Karolinska Institute, Estocolmo, Suécia, realizaram uma intervenção ergonômica preventiva, para diminuir o absenteísmo.
Não houve um pacote ergonômico pronto, apesar do artigo ter sido publicado na mais importante revista de ergonomia do mundo. Foi discutido com os trabalhadores, do setor de limpeza do Hospital, o que achariam que deveria ser feito para diminuir o absenteísmo, sob o ponto de vista psíquico e físico, incluindo medidas ambientais e de reabilitação. Todas as medidas propostas foram discutidas com a administração para estudar os custos que as alterações acarretavam. Algumas sugestões eram muito individuais e eram estudadas pelo grupo e quando aprovadas eram adotadas.
Os autores dividiram os empregados: num grupo A, com 97 pessoas do setor de limpeza (89 mulheres e 8 homens, com menos de 42,1 anos, em média - variando de 21 a 59 anos), e compararam com um grupo B - controle, com 30 trabalhadores do mesmo setor (29 mulheres e um homem, com 40,7 anos, em média - variando de 27 a 59 anos), para estudar os efeitos sobre os índices de absenteísmo. Essa equipe de fisioterapeutas, quando comparou os resultados dos dois grupos, tomou o cuidado de comparar os resultados estatísticos entre trabalhadores do mesmo tipo de serviço. Os autores concluíram que o Grupo A teve uma queda significativa de 5% nos índices de absenteísmo, comparado ao grupo B. A intervenção foi mais eficaz nos trabalhadores que já tinham tido períodos anteriores de ausências maiores no trabalho. A intervenção não apresentou resultados nos trabalhadores mais velhos que 42 anos, nas pequenas ausências e nos trabalhadores que já estavam no mesmo tipo de serviço por muito tempo. Idade, experiência no trabalho e faltas de um dia ou dois têm uma dinâmica própria que deve ser avaliada num conjunto maior de trabalhadores.
Fonte :: Ergonomics, 2001; 44( 1): 63 - 81