Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação - Fatores de risco modificáveis associados com oclusão do enxerto venoso
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Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação

Fatores de risco modificáveis associados com oclusão do enxerto venoso

18/08/2003

 

Os fatores de risco modificáveis que contribuem para oclusão do enxerto podem ser enfocados após a cirurgia. Para determinar os fatores de risco associado com oclusão do enxerto venoso reverso (RVG - reverse vein graft), o Dr. Gregory L. Moneta, da divisão de cirurgia vascular da Oregon Health & Science University, nos Estados Unidos, examinou as características e os padrões de vigilância com Duplex Scan dos pacientes com RVG.

Os pacientes tratados com RVG entre janeiro de 1996 e dezembro de 2000 foram identificados em um registro prospectivo. A população estudada consistiu de todos os pacientes com RVG realizadas durante o período estudado cujos enxertos foram subseqüentemente ocluídos. Os pacientes cujos enxertos permaneceram patente serviram como controle, sendo pareados por idade e sexo. O regime de realização do Duplex Scan (DS) prescrito foi a cada 3 meses no primeiro ano pós-operatório e a cada 6 meses após o primeiro ano. Uma falência precoce do acompanhamento com DS foi definida como tendo ausência de DS nos primeiros 3 meses. Análise Cox proporcional foi usada para comparar os 2 grupos, sendo calculadas as relações de risco.

Durante o período estudado, 674 pacientes foram submetidos a RVG. Cinqüenta e cinco pacientes com RVGs ocluídos foram comparados com 118 com RVG patentes. O período de acompanhamento para enxertos ocluídos foi 13.4 meses e para os patentes foi 32.4 meses. Diálise, um conhecido estado de hipercoagulação, tabagismo continuado, e falência do DS foram fatores independentes associados à oclusão do RVG. O risco para diálise foi 6.45 (p<0.001), para tabagismo atual foi 4.72 (p<0.001), para estado de hipercoagulabilidade foi 2.99 (p=0.003) e para falência precoce do acompanhamento com DS foi 2.43 (p=0.005).

Com estes resultados, os autores concluíram que a persistência do tabagismo e falência no acompanhamento com DS nos primeiros 3 meses pós-operatórios são fatores de risco modificáveis associados à oclusão do RVG. Eles também concluíram que interrupção do tabagismo e vigilância do enxerto devem ser ressaltados para otimizar a patência dos RVGs infrainguinais.

 J Vasc Surg 2003;37:47-53


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