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Um estudo recente, coordenado pelo Dr. Lars Marquardt, do Departamento de Neurologia da University of Heidelberg, na Alemanha, teve como objetivo avaliar o tempo de curso da ativação de plaquetas após acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi), verificando se haveria inter-relação entre a ativação de plaquetas e a inflamação.
No estudo, foram determinadas as expressões de p-selectin (CD62p) e de proteína de membrana associada ao lisossomo (CD63) nas plaquetas, através de citometria de fluxo em 10 momentos entre os dias 1 e 90 de 50 pacientes após um AVCi, 30 indivíduos sadios e em 20 indivíduos controle para fatores de risco. Além disso, os marcadores da ativação plaquetária foram relacionados com contagem de leucócitos, proteína C reativa e os níveis de fibrinogênio.
Como resultado, a expressão de CD62p e de CD63 foi maior no primeiro dia após o AVCi do que nos dois grupos controle (p<0.005 em ambos). A expressão do CD62P sofreu rápida redução, ao passo que a expressão de CD63 permaneceu significativamente elevada até o dia 90. A gravidade do AVC e diferentes medicações para sua prevenção secundária não influenciaram nas expressões de CD62p ou de CD63. Os marcadores da ativação plaquetária e os parâmetros inflamatórios não foram relacionados entre si em qualquer momento após o AVCi.
Com estes resultados, os autores concluíram que o aumento inicial da expressão de ambos os marcadores plaquetários foi seguido por regulações diferentes nos dois parâmetros, e que a redução rápida na expressão de CD62p poderia ser causada pela sua excreção da superfície da célula. Os autores também concluíram que a elevação persistente do CD63 o torna um bom candidato para estudos com preditores da recorrência de AVC, e que a expressão do CD62p e do CD63 nas plaquetas é regulada independentemente dos marcadores de inflamação.
Stroke 2002;33:2570 |