Neurologia/Neurociências - Desmielinização segmentar
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Neurologia/Neurociências

Desmielinização segmentar

23/08/2003
 
Na desmielinização segmentar há acometimento de  internodos isolados ou múltiplos da baínha de mielina.  Os eventos degenerativos iniciam-se nos nodos de Ranvier, propagando-se às regiões centrais dos internodos. O material resultante da degeneração da mielina forma, como na degeneração Walleriana,  enovelados de membranas conhecidas como figuras de mielina, encontrados no citoplasma das células de Schwann e em macrófagos. 

A afecção fundamental está na baínha de mielina ou na célula de Schwann, não havendo doença primária do axônio. A degeneração da mielina ocorre em internodos esparsos, intercalados a outros não afetados. O processo pode ser intenso, envolvendo simultaneamente muitos internodos, como na síndrome de Guillain-Barré, ou pode ter evolução indolente, afetando internodos isolados.

Aspecto microscópico. As alterações degenerativas e desaparecimento da mielina podem ser revelados por corantes especiais (Weigert) em microscopia óptica, mas necessita-se microscopia eletrônica para visualizar detalhes do processo ou alterações mais sutis.
Em microscopia eletrônica, na fase aguda de desmielinização, observa-se perda da estrutura da mielina, inicialmente junto ao nodo de Ranvier, depois no restante do internodo. O material resultante da destruição da baínha, constituído por membranas enoveladas e corpos eletrodensos, é encontrado no citoplasma das células de Schwann e em macrófagos no endonêurio. O axônio desmielizado continua, porém, envolvido pela célula de Schwann. Esta pode produzir uma nova baínha, inicialmente delgada e com poucas lamelas. Esta desproporção entre o diâmetro do axônio e a espessura da mielina é de grande valia no diagnóstico de remielinização, especialmente se a baínha nova é comparada com baínhas normais de outros axônios de diâmetro semelhante.  Eventualmente, a nova baínha pode atingir a espessura original. 


 
 

DESMIELINIZAÇÃO

Região do nodo de Ranvier, cortes longitudinais. Degeneração incipiente das baínhas de mielina na extremidade dos internodos. 
Cortes transversais
Degeneração incipiente da baínha de mielina num nodo de Ranvier, em corte transversal.  Degeneração  incipiente de mielina numa incisura de Schmidt-Lantermann, em corte transversal. 

 
REMIELINIZAÇÃO
Após remoção dos debris o axônio desmielinizado encontra-se desnudo, circundado apenas por um prolongamento da célula de Schwann Para formar uma nova baínha, a célula de Schwann enrola-se várias vezes ao redor do axônio, criando alças de membrana, inicialmente frouxas, e que depois se compactam constituindo a mielina. Os pontos de início e fim da invaginação da membrana consitituem os mesaxônios, externo e interno. (Assim chamados por analogia ao mesentério). A célula de Schwann é revestida externamente pela membrana basal. 
No início da remielinização a nova baínha tem poucas camadas, apresentando, proporcionalmente ao diâmetro do axônio, uma espessura menor que a de uma baínha normal. 
Axônios em remielinização chamam a atenção pela baínha mais fina que as de axônios normais próximos de diâmetro semelhante. 
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