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Celulite

04/06/2003

 

Este é um assunto que atormenta a maioria das mulheres. Não há cura para a celulite, mas já existe conhecimento para ajudar na prevenção e melhora do quadro.

Na verdade, o nome celulite refere-se a um quadro inflamatório do tecido celular subcutâneo (gordura sob a pele). Na prática médica, usamos o termo Lipodistrofia Ginóide (LDG). Na celulite ocorrem alterações do relevo da pele que a deixam com um aspecto ondulado, acolchoado ou em forma de casca de laranja. Ocorrem depressões ou elevações da pele que se localizam principalmente nas coxas e nádegas. O abdome e os braços também podem ser acometidos. As lesões podem ser assintomáticas (sem sintomas) ou podem causar dor e sensação de peso.

A celulite pode aparecer em todas as idades e ambos os sexos. A maioria dos casos ocorre no sexo feminino, geralmente após a puberdade, e em pessoas obesas. Acometem mais de 95% das mulheres.

Vários fatores estão envolvidos, como hereditariedade (predisposição genética e constitucional), influência hormonal (estrógenos), alterações circulatórias, deficiência alimentar, fumo, sedentarismo.

Na celulite, ocorrem muitas alterações na estrutura da derme (uma das camadas da pele), microcirculação local e nas células de gordura.

A celulite é classificada de acordo com os aspectos clínicos em:
Grau I O doente é assintomático (não tem lesões), apresenta casos na família. Apenas ocorrem alterações vistas ao microscópio.
Grau II As alterações são visíveis ao contrair a musculatura ou comprimindo a pele.
Grau III Observamos pele acolchoada ou com aspecto de casca de laranja. Pode ocorrer dor à palpação.
Grau IV Mesmo aspecto observado no grau III mais presença de nódulos visíveis, dolorosos, aderência aos planos profundos, grandes ondulações na superfície.


Tratamentos específicos

A celulite pode ser leve ou estar em estágios avançados. Os tratamentos dependerão do grau de celulite. Classificamos em grau I, II, III, IV. Os graus mais leves respondem bem às mudanças nos hábitos de vida, dietoterapia, atividade física regular, sessões de drenagem linfática (massagem suave que estimula a circulação linfática). Os graus mais avançados exigirão as medidas já citadas mais tratamento medicamentoso e/ou cirúrgico loco-regional, como a lipoaspiração e a subcision.

A eficácia do tratamento proposto depende do estágio e do tempo de duração da celulite, além da predisposição da paciente para controlar os fatores agravantes.

 

 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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