Considerando as diversas doenças diabéticas, várias classificações clínicas foram propostas.
A recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS/WHO) e pela Associação Americana de Diabetes mellitus, publicada em 1998 em substitutição à anterior (de 1985) é a seguinte:
Diabetes Primário
Tipo 1: Diabetes Resistente à Cetoacidose
Corresponde ao antigo diabetes insulino dependente (DMID) da literatura americana; antes descrito como "infanto juvenil", esse tipo caracteriza-se por deficiência de insulina, tendência à cetoacidose e aparecimento mais precoce de complicações da doença. Considera-se os subgrupos IA, que engloba a doença auto-imune, e IB sem esta manifestação.
Tipo 2: Diabetes resistente à Cetoacidose
Corresponde ao antigo diabetes mellitus não-insulino dependente (DMNID) anteriormente descrito como "da maturidade"; esse tipo caracteriza-se por níveis de insulinemia variáveis, com hiperinsulinemia em mais de 95% dos casos, resistência à cetoacidose e baixa sensibilidade corporal à ação da insulina. 80% dos pacientes são obesos; não há relação em auto-imunidade.
Tipo 3: Diabetes secundário a:
1. Doença pancreática:
Pancreatite crônica calcífica
Hemocromatose
Pancreatectomia
2. Doença endócrina:
Síndrome de Cushing
Acromegalia
Feocromocitoma
Hiperglucagonemia
3. Uso de drogas:
Tiazídicos
Esteróides
Difenil-hidantoina
4. Diabetes gestacional
Quadro I:
Comparação entre as formas de Diabetes Mellitus Primário
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Características |
Tipo 1 |
Tipo 2 |
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Nomes antigos |
Insulino-dependente (DMID);
diabetes infanto-juvenil |
Não-dependente (DMNID); diabetes da maturidade |
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Caracter clínico |
lábil |
estável |
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Cetoacidose |
freqüente |
rara |
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Idade de início |
Abaixo dos 40 |
Acima dos 40 |
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Insulinemia |
baixa |
variável, quase sempre hiperinsulinemia |
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Tratamento |
Insulina |
Dieta, exercícios, hipoglicemiantes orais |
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Taxa de
concordância
(GEMEOS) |
20-50% |
até 100% |
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Outros |
HLADR3, HLADR4 |
M.O.D.Y. |