A “escoliosis” é o desvio lateral da coluna vertebral, mais frequente nas meninas adolescentes do que nos meninos, da mesma idade, numa proporção que, dependendo da idade, pode variar de 2 até 10 vezes mais. O diagnóstico é feito pela observação de frente e de costas, percebendo-se o desvio do nível da bacia e dos ombros e a distância entre os braços a lateral da linha da cintura. O ângulo do desvio é medido na radiografia de frente e de perfil de Cobb e Risser. O tratamento inicial pode ser feito por exercícios, mas, em alguns serviços foram empregados estímulos elétricos que
ficam atuando na musculatura do jovem, enquanto ele dorme ou em momentos em que não está fazendo o exercício.
R. H.de la Cruz e colaboradores, fisioterapeutas, do Instituto Nacional de Pediatria do México, estudaram a eficácia das correntes elétricas, chamadas de interferenciais, no tratamento da Escoliose Idiopática da Adolescência, num programa tradicional de reabilitação, à base de exercícios de Klapp, para obter a
correção ou a detenção da curva da escoliose idiopática e prevenir a diminuição da capacidade física. Participaram 46 jovens, de idade variando de 4 a 15 anos (média= 11 anos), os quais foram divididos em 2 grupos, aleatoriamente. O grupo 1 foi tratado com as correntes interferenciais, além de exercícios de alongamento muscular e o grupo 2 com exercícios de Klapp, sem as correntes de estímulo. Foram feitas 40 sessões de tratamento.
Os resultados foram significativos nas curvas de 10° torácica, e toracolombar, (p < 0.05).
Rev Mex Med Fis Rehab 2001; 13 (2): 37-43