alergia - Sinusite
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alergia

Sinusite

04/06/2003

   Entre várias doenças que afetam as vias respiratórias, a sinusite é uma das mais freqüentes. É a inflamação da mucosa dos seios paranasais e das cavidades que existem no interior dos ossos da face.

    A sinusite pode classificar-se quanto à sua duração em aguda com até quatro semanas de evolução, subaguda de quatro semanas a três meses e a crônica com evolução superior a três meses. Qualquer alteração que leve à obstrução do óstio (orifício que comunica o seio da face com o nariz) ou então que altere a composição do muco (secreção que existe dentro do seio) pode desencadear sinusite.

    As causas mais comuns são a rinite viral aguda (gripe), alergia (moradia inadequada, mudanças de clima, ar condicionado, poluição e fumo), desvio de septo, hipertrofia adenóide, irritantes locais (abuso de medicamentos tópicos com vaso constritor, cocaína) e a natação e mergulho. A sinusite pode trazer complicações como bronquite, pneumonia, otite média, otite serosa, meningite, abscesso cerebral e perda de visão.

    O diagnóstico de sinusite nem sempre é fácil, devido à variedade de sintomas e sinais. Na sinusite aguda na maioria das vezes, há queixa de gripe de sete a vinte dias de evolução com aparecimento de secreção amarelada ou esverdeada, com mau cheiro, obstrução nasal e dor na face, que piora pela manhã e quando o paciente abaixa a cabeça para adiante. É também comum dor nos dentes da arcada superior. Na sinusite crônica o sintoma mais freqüente é a drenagem de secreção amarelada ou esverdeada posterior, a dor e peso na região periocular e a presença de faringites de repetição.

    Em crianças, a presença de secreção nasal de qualquer tipo, tosse (especialmente noturna), respiração bucal, otites médias de repetição levam a suspeitar de sinusite crônica. Existem vários métodos para o diagnóstico de sinusite: radiografia simples dos seios da face, tomografia computadorizada, na sofaringoscopia por fibra ótica e ressonância nuclear magnética.

Tratamento

    O tratamento baseia-se na tentativa de combater a infecção e restabelecer as funções de drenagem, ventilação, bem como corrigir possíveis fatores predisponentes. É indicado o uso de antibióticos, geralmente de 10 a 14 dias, antiinflamatórios, descongestionantes nasais.

    Nos casos rebeldes ao tratamento clínico está indicada a punção do seio para permitir a lavagem e instilação de medicamentos.

    Atualmente a cirurgia funcional dos seios da face, seja por via endoscópica ou por microscopia, tem como objetivo principal restabelecer a ventilação e drenagem adequada dos seios paranasais, ao contrário de toda mucosa doente. A cirurgia está indicada quando todos os tratamentos falham, nas complicações oculares e intracranianas sem resultado com tratamento medicamentoso. 
 


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