Antienvelhecimento/Longevidade - Medicina Antienvelhecimento?
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Antienvelhecimento/Longevidade

Medicina Antienvelhecimento?

14/09/2003

 

Não se questione mais.

 

Descubra a Medicina Antienvelhecimento.




Ao longo dos anos, um número expressivo de pessoas tem me questionado acerca da Medicina Antienvelhecimento. Alguns perguntam se trata-se de um novo termo para a medicina ortomolecular, outros se seria um novo campo da geriatria, ou ainda algum tipo de tratamento estático ou cosmético para rejuvenescer. Estas dúvidas e questionamentos são naturais e já eram previsíveis, uma vez que esta é uma ciência completamente nova e ainda quase que desconhecida em nosso país. Por estas razões, vou procurar elucidar e definir com mais clareza no artigo de hoje, o que é e quais são os reais objetivos desta nova área do conhecimento médico.

A Medicina Antienvelhecimento nasceu há cerca de 11 anos nos Estados Unidos, como um movimento que reuniu, de início, pasmem, apenas 12 médicos, que pela primeira vez pensaram em conceituar e promover a saúde de forma diferente. Ao invés de aguardar passivamente pelo dano ou pelas doenças, aqueles médicos imaginaram que seria possível conceber uma estratégia diferente, aonde se passaria a atuar na vida das pessoas de forma preventiva e preditiva, muito antes que as patologias se manifestassem.

A idéia era atuar nas causas básicas do envelhecimento, ao invés de minimizar as suas conseqüências. Outro fator de grande peso que deu impulso ao movimento foi de ordem econômica. Existem, só nos Estados Unidos, mais de cento e dez milhões de pessoas submetendo-se hoje a algum tipo de tratamento ou usando alguma espécie de medicamento apenas para minimizar os efeitos e complicações das chamadas doenças "inevitáveis" da velhice. Isto gera um astronômico desembolso anual de 780 bilhões de dólares, dinheiro desperdiçado unicamente para manter aquelas pessoas vivas, porém com qualidade de vida inexistente. Se fora mantido o ritmo atual, dentro de 19 anos o sistema de saúde americano estará completamente falido.

Foi este cenário que serviu de berço para o desenvolvimento de uma forma revolucionária de fazer medicina, que alia os novos conhecimentos e terapias já disponíveis nas áreas de biotecnologia, genética, biorrobótica, nutrição, atividade física e modulação hormonal. A proposta consiste em ajustar todos os nossos parâmetros biológicos, metabólicos e hormonais aos mesmos níveis encontrados em um indivíduo de 22 anos, fase em que todos nós atingimos o apogeu de nossa performance, e idade a partir da qual começamos a envelhecer.

A Medicina Antienvelhecimento não é capaz de parar o tempo, mas pode atrasar o nosso relógio biológico, reduzindo substantivamente a velocidade com que envelhecemos, minimizando, desta forma, as possibilidades de patologias, uma vez que iremos repor e receber todas as matérias primas necessárias e indispensáveis ao nosso equilíbrio. O que conhecemos como doença, nada mais é do que a soma das carências graduais, crônicas e cumulativas de matérias-primas básicas de que o nosso corpo necessita para funcionar com perfeição.

Esta forma de promover a saúde ganhou corpo e consistência mundiais, e este movimento, 11 anos depois, está hoje presente em 72 países estando representado por mais de 12.000 médicos, pesquisadores e cientistas de peso, alguns deles laureados como o Prêmio Nobel.

Outra importante diferença reside no processo de qualificação e especialização. Por conta de sua expansão, a Medicina Antienvelhecimento ganhou, há sete anos, status de Especialidade Médica. A formação específica nesta área ainda não existe entre nós, de modo que o médico tem que realizá-lo toda fora do país, nos Estados Unidos, para ser mais exato. A fase de aprendizado e treinamento dura dois anos, ao final dos quais o candidato é submetido a provas teóricas e práticas, processo que sofre supervisão e está sob a direta responsabilidade do American Board of Anti-Aging Medicine (comitê científico que reúne os professores que irão testar e examinar os candidatos), e da Harvard University, que valida e referenda o título, uma vez aprovado o candidato.

No Brasil, foram fundadas há dois anos a Academia de Ciências da Longevidade (ACLON) e a Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento (ABMAE), entidades que desenvolvem estes novos conceitos no território nacional. A partir do próximo ano, a ABMAE em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), estarão disponibilizando cursos de extensão para os médicos brasileiros que tenham interesse em trilhar os caminhos da Medicina Antienvelhecimento, a medicina do século XXI!


Ítalo Rachid


 


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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