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Tratamento de pele escura exige maiores cuidados

04/06/2003

     Se você pensa que certas doenças de pele são privilégio de determinadas regiões do planeta ou raças, você se enganou. Sem escolher local ou mesmo cor de pele, certos problemas incidem indiscretamente sobre a maioria da população do planeta. Neste artigo estaremos enfocando alguns dos problemas pertinentes à pele de pessoas negras.

     O primeiro aspecto diz respeito aos problemas como a pele seca e distúrbios de pigmentação. A pele seca, para as pessoas negras, não é somente um desconforto, mas também é mais fácil de ser percebida pois causa uma aparência acinzentada. Assim, muitos usam uma grande quantidade de óleos na pele para hidratá-la fazendo a aparência ressecada desaparecer, como, por exemplo, manteiga de cacau, cremes hidratantes, vaselina e vários outros tipos de óleos. E para aqueles que tem acne é comum ocorrer uma piora devido ao uso desses produtos na pele. Dessa forma, quem possui pele negra deve limitar a quantidade de óleos aplicados na pele do rosto, dando preferência às loções hidratantes.

    Para se compreender os chamados distúrbios de pigmentação, devemos saber que a cor da pele é determinada primeiramente por células que produzem os pigmentos chamados melanócitos. Todas as raças possuem o mesmo número dessas células, mas as partículas de pigmento na pele escura são maiores e mais dispersas. Na pele clara elas são menores e encontra-se em pequenas cápsulas revestidas por uma membrana. 

A pele escura produz uma quantidade maior de pigmento e essa produção é mais rápida do que na pele clara. 

Devido a essa diferença na atividade de pigmentação, distúrbios podem ser mais aparentes em pessoas de pele escura do que nas de pele clara.

No caso  de pessoas com pele negra, a atividade pigmentária, possui duas vantagens:

1.       Raramente desenvolvem câncer de pele pois a pigmentação os protege.

2.       Não demonstram sinais de envelhecimento tão facilmente como ocorre com as pessoas de pele clara.

Os estudos revelam que os distúrbios de pigmentação mais comuns em pessoas negras podem ter duas causas: produção de uma grande quantidade de pigmentação (hiperpigmentação). Às vezes, certas áreas da pele tornam-se mais escuras do que as que estão ao redor.

    Nesse caso, elas são conhecidas como uma "hiperpigmentação pós-inflmatória", uma condição  comparável ao bronzeamento ou escurecimento em pessoas de pele clara por causa da exposição ao sol. A hiperpigmentação é chamada de " pós-inflamatória " porque ocorre geralmente após uma agressão a pele tal como um corte, um arranhão ou após o aparecimento de certas doenças de pele, como acne.

    Para se proteger do problema da acne, não se deve esfregar a pele ou manipular as espinhas, evitando-se assim a probabilidade de se desenvolver a hiperpigmentação (manchas). As manchas da pele podem desaparecer com o tempo e os tratamentos só podem ser feitos com a prescrição médica. Pessoas de pele escura são também sensíveis a hipopigmentação pós-inflamatória ou despigmentação, que significa perder um pouco ou completamente o pigmento após uma lesão cutânea.

    A despigmentação pós-inflamatória pode ou não resultar em um defeito permanente. uma condição onde há perda de pigmentação ou das células produtoras  de pigmento ocorre o vitiligo cujas causas especificas são desconhecidas.

 

Outros problemas de pele

    As pessoas de pele escura parecem ser mais sensíveis também ao desenvolvimento da chamada liquenificação, que é o espessamento ou hiperpigmentação de algumas áreas com acentuação das linhas. Geralmente está associada com doenças (irritações, coceiras) na pele, tais como dermatite atópica (eczema) e dermatites de contato. Na maioria dos pacientes afetados, a liquenificação é notada primeiramente por grupos de pápulas pequenas( bolinhas pequenas e duras) que aparecem sobre a pele em áreas de atrito ou prurido contínuo.

 


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