Genética/Clonagem/Terapia gênica - Avanços no Transplante de Ilhotas – Protocolo Edmonton
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Genética/Clonagem/Terapia gênica

Avanços no Transplante de Ilhotas – Protocolo Edmonton

21/09/2003

Avanços no Transplante de Ilhotas – Protocolo Edmonton

Em fevereiro o Dr. Tércio Genzini, médico do Conselho Consultivo da ADJ e do Serviço de Transplantes de Fígado e Pâncreas dos Hospitais São Camilo e Beneficência Portuguesa, foi para Edmonton no Canadá, cidade onde nasceu o protocolo Edmonton, do Dr. Shapiro , para aprofundar seus conhecimentos no campo de transplantes de ilhotas.

"Durante o período que estive lá, trabalhei com um grupo de cientistas e médicos dispostos a transmitir novidades e também em busca de outros centros para desenvolverem o mesmo protocolo. Atualmente está acontecendo um estudo multicêntrico, incluindo 10 hospitais entre Canadá, Estados Unidos e Europa, seguindo rigorosamente o mesmo protocolo.

O protocolo Edmonton foi o primeiro a obter sucesso, entre tantos outros criados. Para se ter uma idéia, no mundo inteiro já foram realizados cerca de 500 transplantes de ilhotas, entre os quais foram bem sucedidos apenas 8%.

A partir desse conseguiram obter sucesso em todos os 15 casos até hoje realizados. Para efetuar esse procedimento são necessários de 2 a 3 doadores cadavéricos, dos quais se extrai ilhotas suficientes em número e viabilidade para que após, seu implante no fígado, produzam a insulina necessária para o metabolismo adequado da glicose e a independência da insulina exógena.

O esquema de imunossupressão também é novo, com duas medicações e sem uso de corticóides, mas a exemplo dos outros transplantes devem ser tomados por tempo indeterminado.

O que foi importante constatar nesse período é que a nossa equipe aqui no Brasil está no caminho certo. Com a experiência de mais de 50 transplantes de pâncreas e mais de 60 isolamentos de ilhotas, além de viagens de atualização pelos colegas do laboratório doutores Marcelo Perosa, Carlos Aita e a professora Mari Sogayar e intercâmbio com Edmonton, vamos nos credenciar em breve para nos tornarmos também um centro transplantador de ilhotas.

É bom ressaltar, que os receptores para ilhotas atualmente selecionados são diferentes dos para o transplante de pâncreas. Os critérios ainda não estão definidos, mas provavelmente serão diabéticos do tipo 1 hiperlabil, com crises freqüentes de hipoglicemia e complicações do diabetes, exceto a insuficiência renal (os com insuficiência renal vão para o transplante duplo) e o peso não pode ultrapassar os 70 kg.

O protocolo clínico de seleção de receptores está sendo desenvolvido em nosso grupo pelos doutores Freddy Goldberg e Irene Noronha.

Finalizando, a parceria que temos desenvolvido com a ADJ é um modelo de sucesso, muito evidente em Edmonton e outros centros americanos onde, além dos médicos e pesquisadores preocupados com o controle da diabetes, também existem médicos e pesquisadores preocupados com a cura do diabetes".

Artigo tirado do Jornal da ADJ (Associação de Diabetes Juvenil) –

www.adj.org.br

www.diabete.com.br

 

 


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