Num artigo publicado recentemente no British Journal of Radiology, os autores objetivaram avaliar prospectivamente a precisão da mielografia por ressonância magnética (RM) para a verificação da compressão na raiz nervosa foraminal na radiculopatia cervical espondilótica.
Quarenta pacientes com radiculopatia cervical espondilótica foram submetidos ao exame de imagem de ressonância magnética (IMR) convencional e à mielografia por ressonância magnética (RM). A acurácia diagnóstica destas imagens para a demonstração de estenose na saída foraminal foi calculada pela combinação da IMR com a mielografia por RM.
A IMR convencional apresentou 88.9% de sensibilidade e 99.1% de especificidade e a acurácia diagnóstica de 94.5% para a verificação de desordem na saída foraminal (p<0.001). A mielografia por RM isolada apresentou uma sensibilidade de 84.4% e uma especificidade de 90.1% e uma acurácia diagnóstica de 88% (p<0.001). No entanto, a inclusão da mielografia por RM aumentou o valor diagnóstico do exame de RM para a detecção de doença estenótica foraminal.
Os autores concluíram que a mielografia por RM é um exame adicional à IRM convencional, sendo útil na investigação da radiculopatia cervical espondilótica.
Evaluation of magnetic resonance myelography in the investigation of cervical spondylotic radiculopathy - British Journal of Radiology