Infecto-contagiosas/Epidemias - Candidíase
Esta página já teve 111.026.073 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 27.777 acessos diários
home | entre em contato
 

Infecto-contagiosas/Epidemias

Candidíase

24/09/2003

 

Aspectos Epidemiológicos
Agente etiológico -
Candida albicans
, Candida tropicalis e outras espécies de Candida. A Candida albicans causa a maioria das infecções.  

Reservatório - O homem.  

Modo de transmissão - Através de contato com secreções originadas da boca, pele, vagina e dejetos de portadores ou doentes. A transmissão vertical se dá da mãe para o recém-nascido, durante o parto. Pode ocorrer disseminação endógena.  

Período de incubação - Desconhecido.  

Período de transmissibilidade - Enquanto houver lesões.  

Complicações - Esofagite, endocardite, ou infecção sistêmica, mais comum em imunodeprimidos.

Aspectos Clínicos
Descrição -
Micose que atinge a superfície cutânea ou membranas mucosas, resultando em candidíase oral, candidíase vaginal, intertrigo, paroníquia e onicomicose. A forma mais comum de candidíase oral é a pseudomembranosa, caracterizada por placas brancas removíveis na mucosa oral (aftas). Outra apresentação clínica é a forma atrófica, que se apresenta como placas vermelhas, lisas, sobre o palato duro ou mole. O intertrigo atinge mais freqüentemente as dobras cutâneas, nuca, virilha e regiões axilares. A infecção mucocutânea crônica pode estar associada com doenças endócrinas, como diabetes melittus, tratamento com antibióticos de amplo espectro ou imunodeficiência, sendo freqüente na infecção por HIV. Candidíase disseminada ocorre em recém-nascidos de baixo peso e hospedeiros imunocomprometidos, podendo atingir qualquer órgão e evoluir para êxito letal. A disseminação hematogênica pode ocorrer em pacientes neutropênicos, conseqüente ao uso de sondas gástricas ou catéteres intravasculares, atingindo diversos órgãos ou prótese valvular cardíaca.  

Sinonímia - Monilíase, sapinho.

Diagnóstico Laboratorial
Diagnóstico
Candidíase oral:
além do aspecto clínico, visualização de leveduras e pseudohifas em exame microscópico de esfregaço da lesão, preparado com hidróxido de potássio a 10%. As culturas permitem a identificação da espécie. Esofagite: endoscopia com biopsia e cultura. 

Candidíase invasiva: pode ser diagnosticada através de isolamento do microorganismo de fluidos corporais (sangue, líquor, medula óssea) ou através de biopsia de tecidos. O achado de cultura negativa, entretanto, não afasta o diagnóstico de candidíase sistêmica. Culturas de material potencialmente contaminado, como urina, fezes ou pele, podem ser de difícil interpretação, mas servem de apoio ao diagnóstico.   

Diagnóstico diferencial - Candidíase mucocutânea tem como diagnóstico diferencial dermatite seborréica, tinha cruris e eritrasma, leucoplaquia pilosa por.Doenças Infecciosas e Parasitárias outras causas. A esofagite com quadros clínicos semelhantes, causada por outros agentes, como citomegalovírus ou herpes simples.  

Tratamento
Candidíase oral:
nistatina suspensão ou tabletes, 500.000 a 1 milhão UI, 3 a 5 vezes ao dia, durante 14 dias, uso tópico. Em crianças, recomenda-se o uso durante 5 a 7 dias. Como tratamento de 2ª escolha ou em pacientes imunocomprometidos, pode ser utilizado: cetoconazol, 200 a 400mg, via oral, uma vez ao dia, para adultos. Em crianças, recomenda-se 4 - 7 mg/kg/dia, via oral, uma vez ao dia, com duração de tratamento entre 7 a 14 dias. Outra opção é fluconazol, 50-100mg, via oral, uma vez ao dia, devendo ser evitado seu uso em crianças. Esofagite em pacientes imunodeprimidos: cetoconazol, 200 a 400mg, via oral, uma vez ao dia, durante 10 a 14 dias. Como 2ª escolha, pode ser utilizado fluconazol, 50 a 100mg/dia, via oral, durante 14 dias, ou anfotericina B, em baixas doses (0,3mg/kg/dia), IV, durante 5 a 7 dias; para crianças, a dosagem recomendada é de 0,5mg/kg/dia, IV, durante 7 dias. 

Candidíase vulvovaginal: recomenda-se isoconazol (nitrato), uso tópico, sob a forma de creme vaginal, durante 7 dias ou óvulo, em dose única; como 2ª alternativa, tiocanozol pomada ou óvulo em dose única. Outras substâncias também são eficazes: clortrimazol, miconazol, terconazol, tioconazol ou nistatina, em aplicação tópica. Candidíase mucocutânea crônica: cetoconazol ou fluconazol, como 1ª escolha, e anfotericina B para casos mais severos. Ceratomicose: lavagem da córnea com anfotericina B, 1 mg/ml. 

Cistites: baixas doses de anfotericina B (0,3 mg/kg/dia), durante 3 dias. Infecções sistêmicas: anfotericina B é a droga de escolha. Se necessário, fluocitosina, 150 mg/kg/dia via oral, em 4 doses, associada a anfotericina B, em casos de infecção severa com envolvimento do SNC. A dose deve ser diminuída em casos de insuficiência renal. Se não houver resposta a anfotericina B, pode ser utilizado fluconazol, que tem ótima concentração no SNC.  

Características epidemiológicas - A Candida albicans está presente na pele e mucosas de pessoas saudáveis. Infecção mucocutânea leve é comum em crianças saudáveis e a doença invasiva ocorre em pessoas imunodeprimidas. Vulvovaginite por Candida ocorre com freqüência em gestantes, podendo ser transmitida ao recém-nascido em útero, durante o parto ou na fase pós-natal.

Vigilância Epidemiológica
Objetivo -
Diagnosticar e tratar precocemente os casos para evitar complicações e nas gestantes reduzir o risco de transmissão perinatal.  

Notificação - Não é uma doença de notificação compulsória.

Medidas de Controle
Tratamento precoce dos indivíduos atingidos. Orienta-se a desinfecção concorrente das secreções e artigos contaminados. Sempre que possível, deverá ser evitada antibioticoterapia prolongada de amplo espectro. Cuidados específicos devem ser tomados com uso de cateter venoso, como troca de curativos a cada 48 horas e uso de solução à base de iodo e povidine.

 

www.saude.pr.gov.br

 


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos