A secreção diminuída de insulina é considerada a principal causa de diabetes mellitus associado ao feocromocitoma. dados de estudos clínicos sugerem que as catecolaminas podem induzir resistência à insulina. Na Universidade de Leipzig foi realizado um estudo com o objetivo de caracterizar o efeito de altas concentrações plasmáticas de catecolaminas no metabolismo de glicose e na resistência à insulina.
Dez pacientes com feocromocitoma (com e sem diabetes mellitus) receberam infusão de glicose durante um estado euglicêmico hiperinsulinêmico, antes da adrenalectomia e 5 semanas após. Em cinco indivíduos com diabetes, a taxa de infusão de glicose requerida para manter a euglicemia aumentou em média de 27,5 micromol./kilo*minuto antes da cirurgia para 44,6 micromol./kilo*minuto.
Houve melhora da sensibilidade à insulina após a cirurgia, o que foi confirmado por uma diminuição da concentração de insulina no jejum (p<0,01), tanto nos indivíduos diabéticos como os não diabéticos. "Nosso dados fornecem evidências de que o excesso de catecolamina endógena nos pacientes com feocromocitoma pode induzir ou agravar a resistência à insulina tanto em pacientes com diabetes tipo 2 como naqueles com tolerância normal à glicose" - afirmam os autores.
Improvement of Insulin Sensitivity after Adrenalectomy in Patients with Pheochromocytoma - The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism