Buscando investigar as fontes de hemorragia e uso da endoscopia para hemostasia em pacientes com hemorragia digestiva alta clinicamente significativa (HDA), depois de admissão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pesquisadores de Taiwan avaliaram os resultados de 105 casos consecutivos de HDA em um período de dois anos. Todos eles foram submetidos à endoscopia à beira do leito. Os autores compararam dois grupos de pacientes sendo que um dos grupos recebeu hemostasia através da endoscopia, e o outro grupo não. A hemostasia primária foi conseguida em 67.6% dos pacientes nos quais foi tentada. A permanência na UTI foi significativamente menor no grupo de pacientes nos quais a hemostasia foi realizada. Os autores concluíram que a hemostasia por endoscopia pode ter um benefício maior quando o período entre a admissão na UTI e o desenvolvimento de hemorragia é menor. Concluíram ainda que os pontos de sangramento podem ser controlados mais facilmente e identificados por endoscopia em tais pacientes. Finalmente, observaram que uma proporção significativa de locais sangrantes não consegue ser identificada pela endoscopia, indicando a possibilidade de sangramento a partir do intestino delgado. O estudo foi publicado este mês na revista Intensive Care Medicine.
Intensive Care Medicine
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