Medicina Esportiva/Atividade Física - Carnitina- como utilizar
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Medicina Esportiva/Atividade Física

Carnitina- como utilizar

04/10/2003

 

A l- carnitina é uma substância que auxilia o transporte de gordura para a célula, onde será transformada em energia é ideal quando utilizada antes do treino para melhorar o desempenho e ajudar a mobilizar gordura corporal, podendo auxiliar na perda de peso. A carnitina é um composto semelhante as vitaminas, que facilita nas células o transporte de ácidos graxos de cadeia longa para o interior das mitocôndrias, realizando papel importante no metabolismo energético que ocorre dentro das células.

A carnitina é formada no organismo a partir de dois aminoácidos essenciais: a lisina e a metionina. Portanto, pessoas com dieta baixa em proteínas podem requerer suplementação de carnitina. Da mesma forma uma dieta alta em proteínas de AVB [alto valor biológico] torna-se também rica em carnitina. A necessidade de carnitina em seres humanos não é exatamente conhecida, pois varia conforme a dieta e sua utilização. Situações de estresse, caracterizadas por elevação da taxa de oxidação de gordura, aumentam a rotatividade de carnitina. Exercícios de resistência- o levantamento de pesos, por exemplo- que geram uma situação especial de estresse, estão associados à elevada oxidação e rotatividade de ácidos graxos e, consequentemente, à rotatividade de carnitina. Essa oxidação elevada de lipídios e a rotatividade de carnitina, associadas ao treinamento de resistência, podem produzir uma deficiência de carnitina. Nessa situação, a adição de l-carnitina à dieta indica um aumento do potencial de oxidação dos ácidos graxos[lipídios] durante os exercícios. Um estudo suplementou atletas com 200mg de l-carnitina por aproximadamente um mês. Nesse período observou-se uma queda do quociente respiratório durante o exercício. Com base na hipótese de que, para esse tipo de exercício, o quociente respiratório medido na boca durante o período de estabilidade corresponde ao “ quociente respiratório metabólico” [ a partir da quebra da glicose e do lipídio], a observação de um quociente respiratório em queda pode ser interpretado como sendo reflexo da utilização de lipídios pelo músculo em trabalho. Diversos autores já demonstraram que a disponibilidade elevada de lipídios no plasma, antes do exercício, aumentou a utilização de lipídios e poupou o glicogênio muscular durante o exercício.

Esse estudo ainda concluiu que no grupo suplementado com l-carnitina houve um aumento na utilização de lipídios durante o exercício, resultando num efeito poupador de glicogênio[ carboidrato armazenado]. Uma vez que a quantidade de carboidrato para o atleta é o fator limitante para a fadiga, observou-se também melhora no rendimento. Não há relatos de efeitos colaterais com a suplementação de l-carnitina na dosagem de 1000 a 2000 mg/dia.

A carnitina é encontrada em duas formas: l-carnitina e d-carnitina. A l-carnitina é a que deve ser utilizada como suplementação alimentar, pois é biologicamente ativa e não tóxica ao organismo. Já a d-carnitina é inativa e pode trazer reações tóxicas provenientes de seu uso. Preocupamo-nos com o fato de existir no mercado a dl-carnitina, uma mistura de l e d- carnitina, de custo muito inferior ao da l-carnitina pura. Indivíduos suplementados com dl-carnitina apresentaram fraqueza muscular, o que é um sintoma comum de deficiência de l-carnitina, e isso sugere que a d-carnitina pode interferir no uso da l-carnitina pelo organismo. Os suplementos à base de carnitina são normalmente encontrados no mercado na forma líquida, pois a absorção é mais rápida que a apresentada em tabletes.

 

www.carnitina.com.br


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