| Dieta pode ajudar manutenção de neurônios, diz estudo |
 Dietas muito rigorosas podem não ser práticas
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Uma dieta de baixa caloria em pessoas idosas pode ajudar a preservar a capacidade mental por mais tempo, segundo um estudo realizado na Universidade da Califórnia.
De acordo com o trabalho, ratos alimentados com dietas que contêm 40% menos calorias produziram o dobro de uma proteína conhecida por proteger o cérebro.
As células do cérebro, os neurônios, são diferentes da maioria dos tecidos do corpo humano, porque têm capacidade muito limitada de regeneração.
Médicos estão estudando formas de desacelerar o processo de morte dos neurônios e, talvez assim, encontrar alternativas para tratamento de doenças como Mal de Parkinson e Alzheimer. As duas se caracterizam pela morte de um excessivo número de células do cérebro.
Duas proteínas
Estudos anteriores sugerem também que a restrição calórica aumenta a capacidade mental de muitas espécies.
O estudo feito por dois pesquisadores da Universidade da Califórnia avaliou especificamente os efeitos das dietas de baixas calorias sobre os neurônios.
Na experiência, uma parte dos ratos mais velhos receberam uma dieta sem restrições. Outros receberam 40% menos em comida, embora a dieta deles fosse mais "densa" do ponto de vista nutricional, para compensar a falta da de calorias.
Foram feitos testes em amostras retiradas de regiões do cérebro que são importantes para o aprendizado e a memória.
Os pesquisadores constataram que os níveis da proteína Cytochrome C aumentaram com o envelhecimento nos ratos que receberam alimentação normal.
Essa proteína é parte de um processo natural de "faxina" que mata as células danificadas.
Nos animais que estavam com a dieta menos calórica, porém, os níveis dessa proteína não aumentaram.
Os pesquisadores também estudaram as variações em outra proteína, a ARC, que atua na prevenção de surgimento da Cytochrome C.
Em teoria, níveis mais elevados de ARC poderiam significar que há menos probabilidade de os neurônios serem destruídos.
Nos ratos que estavam ingerindo menos calorias, os níveis de ARC eram o dobro daqueles encontrados nos ratos que não tinham restrições alimentares.
O estudo também achou evidências de que a morte de células do cérebro estava em nível superior ao dos ratos que estavam com dieta normal.
Problemas
O professor Christian Leeuwenburgh, um dos autores do trabalho, disse que ele também tinha reduzido a sua própria ingestão de calorias a um mínimo, por uma década.
Segundo ele, o estilo de vida ocidental tornava difícil se manter dentro de regimes muito duros.
"Não vamos fazer isso imediatamente para melhorar nossa memória. Vamos provavelmente fazê-lo, em geral, por razões como prevenir doenças cardiovasculares e o câncer", disse.
No entanto, ele argumentou que entender como essas proteínas funcionam poderia um dia oferecer maneiras de reduzir a velocidade ou mesmo parar o agravamento de doenças que envolvem a morte de neurônios.
O estudo foi publicado no jornal da Federation of the American Societies for Experimental Biology.
| BBC Brasil
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