Pediatria/Criança - Respostas às dúvidas mais comuns sobre nutrição infantil
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Pediatria/Criança

Respostas às dúvidas mais comuns sobre nutrição infantil

10/10/2003
Leia respostas às dúvidas mais comuns sobre nutrição infantil

Da Redação
Em São Paulo

Folha Imagem
  • O que fazer quando a criança obesa se recusa a fazer o tratamento para obesidade?
    Essa resistência geralmente acontece porque a criança acha que não vai mais poder comer o que gosta e, o que é pior, terá de comer só o que não gosta. Nesse caso, deve-se procurar um tratamento abrangente que contemple as necessidades nutricionais da criança e leve em consideração suas angústias e ansiedades.

  • Por que algumas crianças não aceitam comer verduras nem legumes?
    Uma das causas é a maneira como esses alimentos foram introduzidos no primeiro ano de vida. Se foram peneirados ou liquidificados, a criança não se habituou aos seus distintos sabores e consistências. A situação fica mais grave se a papa salgada usada no desmame não foi preparada com verduras e legumes. Para resolver o problema, é preciso reeducar a criança.

  • O que fazer com a criança que se acostumou a comer de pouquinho em pouquinho?
    Provavelmente os intervalos entre as suas refeições estão curtos demais. A correção passa pelo aumento dos intervalos entre as refeições. Costuma-se dizer que a criança deve comer se quiser e quanto quiser, mas não quando quiser.

  • É verdade que a menina cresce até os 18 anos e o menino até os 21 anos?
    Não. O crescimento de ambos praticamente se encerra com o fim da puberdade, caracterizado pela primeira menstruação na menina e pela mudança na voz e aparecimento de bigode e barba no menino. Porém a idade na qual isso acontece é muito variável. Existem casos em que a altura final já se define aos 12 anos de idade e, em outros, o processo prossegue até os 17 anos.

  • A partir de que idade deve-se fazer exame de colesterol na criança?
    Esse exame é indicado a partir dos 2 ou 3 anos de idade, desde que a criança esteja em alguma das seguintes situações: excesso de peso, pais com colesterol elevado ou parentes com história de doenças cardiovasculares antes dos 50 anos. Caso os resultados apresentem alterações ou estejam próximos dos limites superiores para a faixa etária, o tratamento deve ser imediato e o exame repetido a cada três meses, até que o nível se normalize. Para crianças e adolescentes sem nenhuma dessas alterações, esse exame só é indicado se o pediatra tiver alguma dúvida sobre o perfil lipídico da criança.

  • O que fazer quando o adolescente quer ganhar massa muscular?
    Com a musculação, é preciso tomar alguns cuidados. Verificar, primeiro, se o estirão de crescimento já ocorreu. Caso contrário, exercícios físicos que exigem força não são indicados. Devem ser feitos apenas sob a orientação de um profissional, sem utilizar anabolizantes ou substâncias similares.

  • Qual é a importância das fibras alimentares para crianças com diabetes?
    As orientações alimentares para a criança diabética são as mesmas da criança normal, isto é, deve haver consumo diário de alimentos de todos os grupos, além de baixa ingestão de gordura e açúcar. Nas principais refeições, os alimentos ricos em fibras, principalmente as encontradas nas leguminosas (feijão, soja, lentilha) e na aveia, reduzem a velocidade de absorção do açúcar que, assim, não se elevará tão rapidamente no sangue, mantendo-se a glicemia (nível de glicose no sangue) normal.

  • Toda mulher nasce sabendo amamentar?
    Não. Esse é um processo de aprendizado, como andar e falar. Por isso, a mãe precisa ser orientada por especialistas no assunto, como pediatras, obstetras, nutricionistas e enfermeiras. Além do mais, ela precisa de atenção, carinho, apoio e tranqüilidade.

  • E se a mãe não tiver leite?
    Rara é a mãe que não produz leite. Tanto o estresse emocional como o físico podem impedir a mãe de amamentar. Mas leite ela tem. Se o bebê continuar a sugar a mama e não tomar outro tipo de leite, em menos de 3 dias a produção de leite aumenta.

  • Chá alivia a cólica do bebê?
    Ao contrário do que muitos pensam, chás não aliviam as cólicas nem acalmam o bebê. Além disso, prejudicam a amamentação por aumentarem o volume de líquido que a criança recebe, diminuindo a quantidade de leite que ela consegue ingerir, e por a deixarem saciada, se forem adoçados.

    Fonte: Crescendo com Saúde 2, Nutrição Infantil (segunda edição), da C2 Editora.
    UOL
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