Os pacientes asmáticos e os médicos que cuidam deles enfrentam um imenso paradoxo: um progresso considerável foi feito durante os últimos vinte anos na farmacoterapia, ferramentas educacionais, e medidas ambientais para controlar os sintomas da asma. Como resultado disso, 90% dos pacientes asmáticos agora têm um potencial de vida normal. A má notícia, entretanto, é a ausência de qualquer estratégia universal aceita para a prevenção da doença. Em um estudo publicado esta semana na revista New England Journal of Medicine, foi acompanhado um grupo de pacientes com idades entre 3 e 26 anos. Quase três quartos dos participantes do estudo apresentavam broncoespasmo durante o seguimento, e 15% apresentavam este sintoma durante todo o tempo. Os dados coletados foram capazes de demonstrar que a asma inicia-se na infância e persiste em muitos casos. Os autores do estudo sugerem que as intervenções para modificar a asma sejam abordadas em crianças desde muito jovens.
New England Journal of Medicine