S Negrini e colaborador, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais da Fundação Don Carlo Gnocchi de Milão (Itália), estudaram 237 crianças, acima de 6 anos de idade, durante 6 dias, que carregavam malas nas costas. Um questionário foi respondido por 115 dessas crianças (54 meninos e 61 meninas; idade média de 11,7 anos). A mochila escolar foi considerada pesada por 79.1% das crianças, sendo que 65.7% afirmaram que sentiam fadiga e 46.1% sentiam dores nas costas. As dores nas costas, mas, não a fadiga, estavam associadas ao peso, número de dias que carregavam as malas, apesar de que deve haver outros fatores que influem nessas dores, já que não havia uma correlação direta entre peso e dores.
Esses autores fazem parte do grupo italiano de estudos sobre mochilas - Italian Backpack Study, que concluíram que esses estudantes carregam mochilas com 22% do seu peso corporal, sendo que 34.8% carregaram mochilas mais pesadas, as quais correspondem a 30% de seu peso corporal, pelo menos uma vez na semana anterior ao estudo (veja o site: http://www.aota.org/backpack/links/lit.asp). Os autores afirmam que o recomendado é 15% do peso corporal do escolar. A prefeita de S.Paulo, Marta Suplicy, regulamentou a lei que determina o limite de peso que os alunos podem transportar, que é, no máximo, 10% do seu próprio peso, em material escolar. A lei, publicada 15/7/2003 no Diário Oficial do Município, tem caráter educativo e já está em vigor. Os estudantes serão orientados a levar apenas o material necessário para as aulas do dia.
Spine. 2002 Jan 15;27(2):187-95