Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Atorvastatina reduz infartos cardíacos e acidentes vasculares cerebrais
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Atorvastatina reduz infartos cardíacos e acidentes vasculares cerebrais

05/06/2003

Atorvastatina reduz infartos cardíacos e acidentes vasculares cerebrais em pacientes hipertensos

 

ACC 2003: Estudo ASCOT:

Estudo clínico mostra benefícios cardiovasculares altamente significativos da atorvastatina em pacientes hipertensos com níveis de colesterol normais a levemente elevados


 
No quarto dia do congresso da ACC foram divulgados os resultados do protocolo ASCOT (Anglo-Scandinavian Cardiac Outcomes Trial) que mostrou que pacientes hipertensos com níveis normais ou levemente aumentados de colesterol se beneficiaram da utilização de atorvastatina (Lipitor®, Citalor®), apresentando uma redução de 36% de eventos coronários fatais e infartos cardíacos não fatais quando comparados com pacientes tratados com placebo.

Pacientes tratados com Atorvastatina apresentaram uma redução de 27 % nos eventos de acidente vascular cerebral (AVC) fatal e não fatal. Além disso, tais pacientes em uso do Lipitor apresentaram uma redução de 21% nos eventos e processos cardiovasculares. Estes resultados, segundo os pesquisadores foram devidos à redução da pressão arterial e da concentração colesterol.

“É importante ressaltar que os resultados deste estudo foram alcançados muito mais naqueles pacientes hipertensos tratados agressivamente” disse o Professor Bjorn Dahlof, coordenador adjunto do ASCOT, da Universidade de Sahlgrenska, de Gotemburgo, na Suécia. “O que nós temos claramente encontrado é que com a adição do Lipitor ao regime de redução da pressão sanguínea, nós podemos prevenir mais infartos cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.”

O ASCOT envolveu 19.342 pacientes hipertensos, que foram orientados a determinar se os regimes mais novos de redução da pressão produzem maiores benefícios cardiovasculares do que as terapias mais antigas. Ainda, mais da metade dos pacientes (10.305) incluídos no estudo receberam tanto Atorvastatina como placebo para determinar se a terapia anti-lipidêmica poderia fornecer mais benefícios cardiovasculares.

Estima-se que entre 35% e 50% dos pacientes hipertensos sofrem de hipercolesterolemia. No entanto, existem mais de 16 milhões de adultos hipertensos nos Estados Unidos com níveis normais ou levemente elevados de colesterol.

Pelo fato dos benefícios cardiovasculares em pacientes utilizando Atorvastatina serem altamente significantes, o comitê de organização interrompeu parte do estudo de redução de colesterol em outubro de 2002 aproximadamente dois anos mais cedo do que o planejado.

“Estas reduções nos eventos cardiovasculares ocorreram bem antes do que nós tínhamos visto em outros ensaios clínicos”,disse o Professor Peter Sever, coordenador adjunto do ASCOT, do Colégio Imperial da Faculdade de Medicina. “Estes resultados poderiam potencialmente mostrar o quanto nós tratamos estes pacientes em particular na população, uma vez que pacientes hipertensos apresentando níveis de colesterol normais ou levemente elevados não são considerados para a terapia anti-lipidêmica.

O ASCOT é um estudo de investigação coordenado por um comitê de organização independente, fundado pela Pfizer. O estudo, que continua em andamento, começou em 1998 e tem incluído pacientes do Reino Unido, Irlanda, Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia e Islândia.

Os requisitos para a inclusão dos participantes no estudo foi a presença de hipertensão e pelo menos três outros fatores de risco tais como idade maior ou igual a 55 anos, tabagismo ou diabetes.

Os pacientes que receberam atorvastatina tiveram níveis de colesterol total menor do que 250 mg/dL (6.5 mmol/L), que é considerado normal ou levemente elevado de acordo com os consensos atuais terapêuticos nos Estados Unidos e Europa.


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