Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca - Enxertos Desenvolvidos das Próprias Células Musculares
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Cardiologia/Coração/CirurgCardíaca

Enxertos Desenvolvidos das Próprias Células Musculares

05/06/2003

Enxertos Desenvolvidos das Próprias Células Musculares do paciente para Corações com Lesões Cicatriciais


ACC 2003:
Chicago


Infartos cardíacos podem destruir feixes de músculos dos quais depende o órgão para bombear efetivamente o sangue, levando à formação de cicatrizes enrijecidas sob o tecido. A lesão freqüentemente leva a um processo que pode durar por toda a vida e vir a ser fatal no mecanismo de piora da função cardíaca.

Pesquisadores de todo o mundo têm recentemente desenvolvido técnicas de enxerto de células musculares imaturas da perna do próprio paciente as quais podem ser enxertadas sobre as cicatrizes cardíacas, com a esperança de elas possam se desenvolver e finalmente restaurar o trabalho efetivo do bombeamento cardíaco.

Um número de estudos têm mostrado que fragmentos de músculos crescem e contraem, porém poucos deles têm demonstrado que tais contrações na verdade melhoram o trabalho cardíaco no lado lesado do coração.

Um estudo polonês apresentado hoje no 52o Encontro Científico Anual do Colégio Americano de Cardiologia em Chicago, EUA, observou que 10 pacientes que foram submetidos ao procedimento, denominado transplante autólogo de mioblastos do músculo esquelético, apresentaram melhora significante das contrações da parede cardíaca durante quatro a oito semanas no segmento do músculo que tinha sido cicatrizado após um infarto cardíaco. As melhoras na função do músculo cardíaco estiveram presentes ainda por pelo menos um ano depois.

“O transplante de células musculares do próprio paciente para regenerar corações lesados é uma conduta potencialmente muito interessante uma vez que as células são facilmente disponíveis e não se exigem esforços com a imunossupressão para evitar a rejeição”, disse o Prof. Tomasz Siminiak, de Poznan, Polônia.

O estudo acrescenta além do mais a evidência de que “o procedimento é aplicável e justifica-se outra pesquisa para validar a técnica e definir o seu papel na prática clínica”, finalizou o Dr. Siminiak.


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