Câncer/Oncologia/Tumor - Câncer Ginecológico 1
Esta página já teve 89.042.230 acessos - desde 16 maio de 2003. Média de 26.991 acessos diários
home | entre em contato
 

Câncer/Oncologia/Tumor

Câncer Ginecológico 1

05/06/2003

    Mantenha-se protegida com a prevenção

    O câncer de colo de útero é uma das raras doenças malignas que obtêm um índice de 100% de cura quando diagnosticado precocemente. Por esse motivo é que países como o Brasil, que todo ano registram 20.000 novos casos desse câncer, lançam mão de programas  de prevenção para incentivar as mulheres a fazer um controle periódico, que inclui a consulta anual a um ginecologista e a realização de exames de câncer ginecológico, sobretudo o Papanicolau.

 Dicas importantes

Por que toda mulher deve se prevenir contra o câncer de colo de útero?

    Porque o câncer de colo de útero é uma doença muito freqüente  que não apresenta sintomas, a não ser em seu estágio final, quando a situação já está bastante grave.

Por que a mulher é vulnerável a esse tipo de câncer?

    Qualquer tipo de câncer se origina a partir de alterações celulares, cujas causas ainda não são totalmente conhecidas pela ciência. Mas existem fatores de risco que aumentam a possibilidade de a mulher vir a ter alguma lesão cancerosa no colo do útero. São eles: início precoce da atividade sexual, gravidez antes dos 18 anos, muitos parceiros sexuais, parceiros com múltiplas parcerias, fumo e infecção por um vírus sexualmente transmissível chamado Papilomavírus (HPV).

Basta evitar os fatores de risco para se proteger contra o câncer de colo de útero?

    Não. Toda mulher que já tenha iniciado sua vida sexual deve procurar anualmente um ginecologista. Por meio do exame ginecológico, o médico pode investigá-las por meio de vários métodos diagnósticos, como a colposcopia, a vulvoscopia e a biópsia, entre outros. Afinal, muitas lesões são de origem benigna e podem ser facilmente curadas. Esse tipo de problema só vai se tornar grave se não for adequadamente tratado,

E o Papanicolau?

   Ainda que não possua nenhuma lesão nem tenha nenhum fator de risco, toda mulher com vida sexual ativa deve repetir o Papanicolau anualmente, a menos que seu médico dê uma orientação diferente quanto à periodicidade do exame. Embora apresente uma certa margem de imprecisão, esse recurso diagnóstico - também chamado de colpocitologia oncótica - é extremamente importante na prevenção do câncer ginecológico porque analisa as células retiradas do colo do útero e das paredes da vagina, podendo, portanto, detectar as possíveis alterações celulares precursoras da doença.

O que é colposcopia?

   É o exame do colo do útero  e das paredes vaginais, feito com um aparelho - o colposcópio - que possui uma lupa e, assim, aumenta várias vezes a imagem, permitindo ao médico notar lesões que não são vistas a olho nu.

O que é a vulvoscopia?

   É o exame da vulva, ou seja, da parte externa da genitália feminina. Também realizado com colposcópio, em a mesma finalidade da colposcopia.

A colposcopia e a vulvoscopia são exames doloridos?

    Não. Durante a sua realização, porém, a superfície do colo do útero, a das paredes vaginais e a da vulva recebem uma solução líquida, cuja função é preparar a região para o exame. Essa substância pode causar um ardor temporário, sem, contudo, provocar maiores incômodos.

O que a biópsia?

   É a retirada de um pequeno fragmento de tecido -  do colo do útero, das paredes vaginais ou da vulva - para a análise da natureza de suas alterações. Assim como a colposcopia e a vulvoscopia, também diagnostica precocemente as doenças que podem evoluir para câncer, se não forem tratadas. A diferença é que a biópsia já diz diz exatamente o que é a lesão, ao passo que os demais exames apenas apontam a existência de um problema.

 A biópsia pode causar sangramento?

    Apenas momentaneamente. Afinal, após a retirada do minúsculo pedaço do órgão a ser analisado, o médico aplica um medicamento que estanca o sangramento. Esse procedimento recebe o nome de hemostasia.

A biópsia é dolorida?

   A biópsia no colo do útero não doi, mas pode ocasionar uma cólica passageira durante o exame. Já em certas áreas das paredes vaginais e da vulva, a biópsia requer anestesia local. Assim sendo, a mulher não sente dor.

É possível que a região em que foi feita a biópsia volte a sangrar?

    Apesar da realização da hemostasia nessa região, a mulher deve, sim, tomar alguns cuidados para evitar sangramentos, tais como:

·         não usar duchas vaginais nem provocar quaisquer atritos locais nos dois dias que se seguem ao exame;

·         não manter relações sexuais durante o mesmo período;

·         não fazer esforços excessivos logo após a biópsia

·         procurar o laboratório se ocorrer qualquer anormalidade

 


IMPORTANTE

  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
versão para impressão

Desenvolvido por: Idelco Ltda.
© Copyright 2003 Dra. Shirley de Campos