Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação - Trombose Venosa Profunda pode ser descartada como hipótese diagnóstica em pacientes com dímero-D negativo
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Vascular/Cirurgia Vascular/Circulação

Trombose Venosa Profunda pode ser descartada como hipótese diagnóstica em pacientes com dímero-D negativo

27/10/2003




 

Pesquisadores canadenses publicaram, recentemente, no The New England Journal of Medicine, um estudo em que procuraram comparar as várias estratégias diagnósticas utilizadas em pesquisa de pacientes suspeitos para trombose venosa profunda como exames ultrassonográficos, dosagem de dímero-D e avaliação clínica para trombose venosa profunda.

Foram incluídos no estudo todos os pacientes ambulatoriais em que se suspeitou de trombose venosa profunda nos membros inferiores. Os pacientes foram avaliados clinicamente e categorizados de acordo com a probabilidade (alta ou baixa) de apresentar trombose venosa profunda. A partir de então, os indivíduos foram aleatoriamente divididos em dois grupos, sendo submetidos a exame ultrassonográfico (grupo controle) ou à dosagem de dímero-D, seguido de exame ultrassonográfico caso dímero-D fosse negativo e o paciente apresentasse alta probabilidade clínica de trombose venosa profunda.

No grupo controle, foram alocados 530 pacientes, comparados a 566 indivíduos pertencentes ao grupo em que se realizou a dosagem de dímero-D. A prevalência geral de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar foi igual a 15,7%. Entre os pacientes em que se excluiu trombose venosa profunda pela estratégia diagnóstica inicial, houve dois eventos tromboembólicos no grupo de pacientes submetidos à dosagem de dímero-D (0,4%; IC95% = 0,05 - 1,5%) e seis eventos no grupo controle (1,4%; IC95% = 0,5 - 2,9; p=0,16) durante o seguimento de três meses.

A utilização da dosagem de dímero-D resultou em redução significante do uso da ultrassonografia, com média de 1,34 exames por paciente do grupo controle e de 0,78 exame por paciente do grupo submetido à dosagem de dímero-D (p=0,008). No grupo em que foi medido dímero-D, 218 pacientes (39%) não necessitaram de exame ultrassonográfico.

Portanto, os pesquisadores concluíram que a trombose venosa profunda pode ser excluída em pacientes com exame clínico que afasta a possibilidade de ocorrência do evento, associada à dímero-D negativo, sem necessidade de realização de exame ultrassonográfico.

Evaluation of D-Dimer in the Diagnosis of Suspected Deep-Vein Thrombosis - The New England Journal of Medicine


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Volume 349:1227-1235 September 25, 2003 Number 13
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Evaluation of D-Dimer in the Diagnosis of Suspected Deep-Vein Thrombosis
Philip S. Wells, M.D., David R. Anderson, M.D., Marc Rodger, M.D., Melissa Forgie, M.D., Clive Kearon, M.D., Ph.D., Jonathan Dreyer, M.D., George Kovacs, M.D., Michael Mitchell, M.D., Bernard Lewandowski, M.D., and Michael J. Kovacs, M.D.

 
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- Wells, P. S.
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ABSTRACT

Background Several diagnostic strategies using ultrasound imaging, measurement of D-dimer, and assessment of clinical probability of disease have proved safe in patients with suspected deep-vein thrombosis, but they have not been compared in randomized trials.

Methods Outpatients presenting with suspected lower-extremity deep-vein thrombosis were potentially eligible. Using a clinical model, physicians evaluated the patients and categorized them as likely or unlikely to have deep-vein thrombosis. The patients were then randomly assigned to undergo ultrasound imaging alone (control group) or to undergo D-dimer testing (D-dimer group) followed by ultrasound imaging unless the D-dimer test was negative and the patient was considered clinically unlikely to have deep-vein thrombosis, in which case ultrasound imaging was not performed.

Results Five hundred thirty patients were randomly assigned to the control group, and 566 to the D-dimer group. The overall prevalence of deep-vein thrombosis or pulmonary embolism was 15.7 percent. Among patients for whom deep-vein thrombosis had been ruled out by the initial diagnostic strategy, there were two confirmed venous thromboembolic events in the D-dimer group (0.4 percent; 95 percent confidence interval, 0.05 to 1.5 percent) and six events in the control group (1.4 percent; 95 percent confidence interval, 0.5 to 2.9 percent; P=0.16) during three months of follow-up. The use of D-dimer testing resulted in a significant reduction in the use of ultrasonography, from a mean of 1.34 tests per patient in the control group to 0.78 in the D-dimer group (P=0.008). Two hundred eighteen patients (39 percent) in the D-dimer group did not require ultrasound imaging.

Conclusions Deep-vein thrombosis can be ruled out in a patient who is judged clinically unlikely to have deep-vein thrombosis and who has a negative D-dimer test. Ultrasound testing can be safely omitted in such patients.


Source Information

From the Departments of Medicine, Radiology, and Emergency Medicine, Ottawa Hospital, University of Ottawa, Ottawa, Ont. (P.S.W., M.R., M.F., B.L.); Queen Elizabeth II Health Sciences Centre, Dalhousie University, Halifax, N.S. (D.R.A., G.K., M.M.); London Health Sciences Centre, University of Western Ontario, London, Ont. (J.D.); and Henderson Hospital, McMaster University, Hamilton, Ont. (C.K.) — all in Canada.

Address reprint requests to Dr. Wells at Ottawa Hospital Civic Campus, Suite F647, 1053 Carling Ave., Ottawa, ON K1Y 4E9, Canada, or at pwells@ohri.ca.


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