Um diagnóstico precoce é peça fundamental para o sucesso da cura, é o que afirma a Dra. Sandra Regina Loggeto, hematologista pediátrica no Pronto Socorro Infantil Sabará. ela explica que: 'as doenças que se caracterizam pelo crescimento rápido e desordenado das células dos órgãos e tecidos, são conhecidas como câncer (tumor ou neoplasias maligna), podendo atingir qualquer idade, sexo, cor, raça ou classe social" e segundo ela : " as células cancerosas tem estrutura e função diferentes das células de origem, sendo inúteis ao organismo. Fatores cancerígenos ou carcinógenos (ex. Exposição em altas doses de radiação.) agem alterando a estrutura genética das células, isto é, seu DNA, de modo que a informação para a proliferação ocorre de forma errada. Estes tumores ou neoplasias malignas podem ser localizados (tumor primário) ou disseminados (metástases) pelo corpo, disseminação esta ocorre através do sangue, vasos linfáticos ou por contigüidade em tecidos próximos.
Mas, vale a pena lembrar que nem todo tumor é considerado câncer, pois as proliferações de células de forma ordenada e lenta são consideradas tumores, porém benignos, uma vez que não invadem outras estruturas e não colocam em risco a vida do paciente (exemplo cisto, lipoma, etc.). Desde 1970, tem-se observado aumentos das taxas de tumores na infância nos EUA, atualmente, oscilando entre 70% a 90% dos casos, dependendo do tipo de tumor. É a segunda causa de morte nos EUA, perdendo apenas para acidentes. Estima-se que no Brasil haja entre 12.000 a 13.000 casos por ano, podendo-se curar cerca de 70% deles. Ainda é a terceira causa de morte entre os menores de 15 anos de idade, uma vez que nem todos chegam aos Centros Especializados de tratamento. No Brasil, 70% a 80% de crianças e adolescentes atingem índices de cura para leucemia lifóide aguda. Dra. Sandra dita que a doença na criança e na adolescência é rara, podendo-se obter cura de vários tipos de câncer desde que diagnosticados precocemente. Como qualquer doença, há casos com cura e outros não. Felizmente, o tabu relacionando câncer e morte esta acabando. O desenvolvimento de avanços terapêuticos nos últimos anos tem melhorado a sobrevida destes doentes. É importante que a criança com câncer seja tratada em centros especializados, com equipe multidisciplinar (oncologista pediátrico, cirurgião, patologia, radioterapeuta, enfermagem, fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e odontologista). Os tumores malignos na criança apresentam melhor resposta ao tratamento, quando comparado aos tumores adultos, porém, a garantia do sucesso vai depender do diagnóstico precoce".