Vias de Metabolismo da Glicose Após Ingestão de Alimentos
Pesquisadores da Universidade de Rochester utilizaram várias técnicas para avaliar o metabolismo de glicose esplâncnico e periférico, armazenamento direto e indireto, glicólise oxidativa e não-oxidativa e a quantidade de glicose que entra no plasma via gliconeogênese após a ingestão de alimentos em 11 voluntários saudáveis. Entre as técnicas utilizadas destacam-se o uso de isótopos (glicose [3-H3] intravenosa , bicarbonato [14C] intravenoso e glicose [6,6-2H2]glucose) oral) e calorimetria indireta.
Durante um período pós-prandial de 6 horas, um total de 98 g de glicose foram consumidos. Essa quantidade foi maior que aquela adquirida na refeição ( ~78 g) devido a liberação endógena persistente de glicose (~21 g): tecidos esplâncnicos inicialmente utilizaram ~23 g, e ~75 g adicionais foram removidos da circulação sistêmica. O acúmulo direto de glicose foi de ~32 g e a via da glicólise utilizou ~66 g (oxidativa ~43 g e não-oxidativa ~23 g). Aproximadamente ~11g de glicose apareceu no plasma como resultado da gliconeogênese . Se esses carbonos fossem todos provenientes da glicose submetida à glicólise , apenas ~12 g estariam disponíveis para a via indireta de formação do glicogênio.
Os resultados indicam que a glicólise é o destino pós-prandial inicial da glicose, contribuindo aproximadamente para 66% da eliminação total; oxidação e estocagem são responsáveis por ~ 45%. A maioria do glicogênio é formada pela via indireta (~73%).
Am J Physiol Endocrinol Metab