Infecto-contagiosas/Epidemias - Poxvirus
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Infecto-contagiosas/Epidemias

Poxvirus

01/11/2003

Alerta aos médicos e a demais profissionais de saúde

                               Drª Erna Geessien Kronn ICB/UFMG
                Drª Silvia Hees de Carvalho SE/SES-MG
                Drª Jandira Maciel da Silva SOS/SES-MG
Drª Maria das Graças Nascimento Souza DRS/ Ubá
                               
Drª Talita Leal Chamone SE/SES-MG
                                Drª Zélia Lobato EV/UFMG
                Dr. José Geraldo Leite Ribeiro

Recentemente foram relatados vários casos de uma doença infecto-contagiosa aguda, localizada, cujo agente etiológico é um poxvirus. A infecção é autolimitada e apresenta uni curso de sete a 21 dias, podendo perdurar até 12 semanas.

A doença tem sido observada em pessoas que estão em contato direto com bovinos infectados, Por exemplo, ordenhadores, e pessoas que têm contato direto com os mesmos. A infecção se propaga entre o gado, inclusive pelas mãos dos ordenhadores, podendo os cálices das ordenhadoras mecânicas exercerem também o papel de propagador.

Manifestações clínicas

Lesões maculares, com evolução para vesículas, pústulas e crostas localizadas principalmente nas mãos, antebraço e face.

Edema local.

Febre.

Adenopatia dolorosa. o Conjuntivite.

Encefalite pós‑infecciosa ocasional.

Mal-estar, letargia, vômito, angina e dores no corpo, ocasionais entre três a dez dias após o início da infecção.

Em epidemias semelhantes causadas por Poxvirus, tem sido observada imunidade humana de curta duração, podendo ocorrer reinfecção.

Diagnóstico diferencial

Parapox - lesões mais granulomatosas sem vesículas, não doloridas. Inflamação, linfoadenopatia e reações sistêmicas são raras.
Herpesvirus - lesões não tão hemorrágicas e eritematosas quanto às do Poxvirus.
Anthrax cutâneo - lesão não dolorida muito semelhante à do Poxvirus.

Diagnóstico laboratorial

Feito pelo isolamento do vírus, PCR e anticorpos neutralizantes.

Tratamento

o tratamento é de suporte.

Não é indicado o uso de antibióticos (obviamente com exceção dos casos com infecção secundária) aciclovir, corticosteróides nem intervenção cirúrgica.

Pacientes devem ser aconselhados sobre o risco de auto-inoculação e disseminação por contato. Cuidados especiais devem ser torna dos para se evitar a contaminação ocular.

Descontaminação e Prevenção

O vírus é sensível ao cloro, sendo recomendado, para descontaminação, o uso de uma mistura de 1 litro de água sanitária para 3 litros de água limpa. O vírus também é inativado por autoclavação.

Recomenda-se isolar o gado contaminado e proceder a ordenha começando-se pelos animais sadios.

Epidemiologia

No Estado de Minas Gerais, a infecção foi relatada em vários municípios, tais como: Guarani, Guidoval, Guiricema, Mirai, Vieiras, Rodeiro e Piau.

Notificação

Todo caso suspeito deve ser investigado e preenchida a ficha de investigação própria para o agravo (anexo). Esta ficha deve ser encaminhada ao responsável pela Vigilância Epidemiológica ou de Saúde do Trabalhador da região e seguir os fluxos estabelecidos para as demais doenças infecciosas sujeitas à vigilância.

Medidas adotadas

Equipes da SES-MG, Escola de Veterinária UFMG e Laboratório de Vírus-ICB-UFMG estão desenvolvendo ações que visam a uma melhor caracterização do agente etiológico e à implementação do conhecimento da doença para ampliar as medidas de controle. A equipe da DRS Ubá tem atuado na vigilância da doença.

Leitura recomendada:

- The orthopoxviruses - Fenner, F; Wittek R.; Dumbell K Academic Press, Inc 1988.
- Human cowpox 1969-93: a review based on 54 cases. Baxby, D.; Bennet, M.; Getty B. British journal of Dermatology 131: 598-607,1994.
- Morphological and molecular characterization of the poxvirus BeAn58058.
F.G. Fonseca;
- M.C.S. Lanna., M.A.S. Campos. E.W.Kitajima, J.N. Peres., R.R.Golgher., P.C.P.Ferreira., and E.G.Kronn. Arch Virol 143:1171-1186,1998.
- An emergent poxvirus from humans and cattle in Rio de Janeiro State: Cantagalo virus may derive fron Brazilian smallpox vaccine.

Ficha de Notificação e Investigação: Investigação por Poxvirus

Alguns aspectos epidemiológicos da raiva humana no Estado de Mina Gerais, nos anos de 1989 – 2000

Mariana Gontijo de Brito
Simone Marrocos de Resende
Superintendência de Epidemiologia - SES/MIG
Secretaria de Estado do Saúde de Minas Gerais

 1 - Introdução

A raiva é uma antropozoonose causada pelo vírus Lyssavirus, família Rhabdoviridae, é uma enfermidade infecto-contagiosa que afeta todos os mamíferos Sua evolução determina sempre a morte do homem ou do animal doente. Dentre os animais, os cães, gatos e morcegos são importantes na cadeia epidemiológica para a saúde coletiva. Sua característica principal é a ocorrência de sintomas quando há comprometimento do sistema nervoso central (SNC) sob a forma de encefalite1.

Procurou-se, com este trabalho, analisar alguns aspectos epidemiológicos da raiva humana, e identificar alguns fatores que possam estar correlacionados ao aparecimento dos casos descritos e notificados à Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais - Superintendência de Epidemiologia (SE/SES/MG) no período de 1993 a 2000.

2 - Metodologia:

Os dados epidemiológicos sobre o número de casos de raiva humana ocorridos no Estado de Minas Gerais referem-se ao período de 1989 a 1992.

As análises epidemiológicas das fichas de notificação e a investigação de casos de raiva humana referem-se ao período de 1993 a 2000. No ano de 1993, a espécie agressora, a área de ocorrência da raiva humana, incidência anual, idade, sexo e fontes de infecção da doença foram os fatores considerados. Nos anos de 1994 a 1996, todos os fatores acima também foram analisados, bem como o período de incubação da doença. No período compreendido entre os anos de 1997 e 2000, além dos fatores acima citados, foram analisados o local onde ocorreu a agressão ao paciente e também, a natureza da agressão.

3- Resultados e discussões:

A raiva tem apresentado nos últimos anos, um caráter endêmico em Minas Gerais. No período de 1989 a 2000, os anos de 1993 e 94 foram os que apresentaram maior número de casos de raiva humana, correspondendo a uma incidência de 0,04/100 000 hab.. Nos anos de 1996 e 2000, não houve registros de casos humanos (GRAF 1).  

Gráfico 1

                                          Fonte: CCFRAA/SE/SES-MG

Uma vez considerada a distribuição por faixa etária (TAB. 1), constata-se que a maior percentagem é constituída por pessoas com menos de 10 anos (43%), seguidas das faixas etárias entre 10 e 19 anos e 30 e 39 anos. Esse resultado pode estar associado ao desconhecimento da gravidade da situação pelas crianças, além de nem sempre relatarem como ocorreu o contato ou mesmo se este ocorreu. Além disso, as crianças possuem atividades peculiares expondo‑se muito ao contato com os canídeos e, às vezes, a agressão é desconhecida pelos pais ou responsáveis4 e 9.  

Existem situações que sugerem um desconhecimento entre os adultos sobre a profilaxia em casos de acidentes rábicos, havendo necessidade de intensificar as ações de educação em saúde com relação aos aspectos preventivos da enfermidade junto a toda a comunidade.

Ao se comparar a ocorrência da doença segundo o sexo, verifica‑se que 68% dos casos foram em pessoas do sexo masculino e 32% do sexo feminino. Muitas vezes, indivíduos do sexo masculino Possuem atividades que os tornam mais expostos e também por serem mais resistentes em procurar atendimento médico após a agressão2,3,4,5,8,9.

A TAB. 2 e o GRAF 2 mostram a incidência da raiva humana segundo o animal agressor no período de 1993 a 2000.

Gráfico 2  
Raiva Humana, Segundo o Animal Agressor, em Minas Gerais, 
no Período de 1993 a 1999

                                                        Fonte: CCFRAA/SE/SES-MG

Com relação à transmissão, o cão constitui o principal transmissor da raiva ao homem, respondendo por 57% (16 casos) seguido pelo morcego com 32% (9 casos), pelo gato com 7% (2 casos) e, finalmente, pelos animais ignorados 4 % (1 caso), conforme GRAF.22,4, e 8.

Entretanto, observa‑se que os casos de raiva humana ocorridos pela transmissão por morcegos têm aumentado. Em Minas Gerais e no Brasil, nos últimos anos, o segundo lugar de transmissão da raiva humana tem sido ocupado pelo morcego2 e 8.

A transmissão da raiva canina para o homem ainda ocorre na área rural e em áreas urbanas do Norte e Nordeste do Estado. Além disso, as áreas rurais são mais susceptíveis à presença de morcegos, onde há maior suscetibilidade a agressões por esses animais4 e 7.

A raiva humana transmitida por cães concentra‑se, principalmente, nas regiões norte e nordeste do Estado, concordando com a área endêmica da raiva canina, enquanto que a raiva humana por morcegos ocorre em regiões diferenciadas do Estado como: Nordeste, Triângulo e Sul de Minas.

A ocorrência de casos de raiva humana na área rural foi superior à da área urbana durante os anos de 1993 a 2000, conforme a TAB. 3.

Gráfico 3
Percentual de Casos de Raiva Humana Transmitidos por Cães, Segundo o Período de 
Incubação da Doença em Minas Gerais, 1994 - 1999

                                                Fonte: CCFRAA/SE/SES-MG

O período de incubação observado nos casos de raiva humana em Minas Gerais, durante os anos de 1994 a 1999, variou entre 30 dias e 2 10 dias. Os casos de raiva transmitidos pelo cão tiveram um período de incubação variável entre 60 e 2 10 dias, sendo sua maior freqüência foi nos períodos de 60 dias (27% dos casos) e 90 dias (27% dos casos), conforme GRAF.3. já os casos de raiva transmitidos pelo morcego possuíram períodos de incubação variáveis cuja maior incidência foi o período de 30 dias, correspondendo a 57% dos casos. A transmissão da raiva pelo gato foi observada somente em um caso, no ano de 1993, com um período de incubação de 30 dias.

Foi avaliada a relação entre o período de incubação, o local de agressão e a natureza da agressão no período de 1997-2000.Associando‑se o tipo de lesão com o local de agressão, observou‑se que o aparecimento dos sintomas da raiva humana em mordeduras no dedo da mão por morcego, assim como o de mordeduras no dedo da mão por cães foi em média de 150 casos após a agressão. O período de incubação relacionado à mordedura no pé por morcego foi de 30 dias. Ocorreu, pois, uma grande variação no período de incubação. Isto pode ser devido a vários fatores: virulência da cepa, tipo de vírus, profundidade da mordedura, quantidade de vírus inoculada, tipo de cuidado imediato da ferida dentre outros fatores (Quadro l).  

4. Comentários Finais:

A incidência de casos de raiva humana manteve‑se uniforme nos últimos três anos, mas o trabalho contínuo da vigilância epidemiológica deste agravo é fazer com que essa incidência diminua ou mesmo não ocorra, uma vez que a raiva é 100% fatal para o homem, como para os animais.

O controle da raiva animal, associado às medidas de tratamento profilático anti‑rábico humano, tem reduzido o aparecimento de casos de raiva humana no Estado de Minas Gerais. É necessária a manutenção destas ações de forma sistemática para que, as exposições ao risco de transmissão ao homem sejam minimizadas.

Referências Bibliográficas:

1. ARAUJO EAAAA situação da Raiva no Brasil. In: seminário Internacional da Raiva, São Paulo: n.2.2,2000, São Paulo. Resumos dos trabalhos apresentados. São Paulo, 2000, p. 2 2.
2. MINAS GERAIS. Manual de Raiva e Leptospirose. Secretaria de Estado da Saúde de Minas
Gerais. 78p. Belo Horizonte, 1998.
4. ORGANISACION PANAMERICANA DE LA SALUD. Vigilância Epidemiológica de la Rabia en las Americas, vol. 27, n.1-12, 27 p. 1995.
5. PINTO, CL. and ALLEONI, E. S.Aspectos da Vigilância Epidemiológica da raiva em sub-regiões administrativas do Estado de São Paulo, Brasil, 1982-83. Revista de Saúde Pública, São Paulo, vol.30; n.02; p. 196-203,1996.

Descentralização da FUNASA no contexto da municipalização das ações de epidemiologia e controle de doenças no SUS

Dra. Valéria de Meio Rodrigues e Oliveira
     (Superintendente de Epidemiologia do SES/MG)
Prof. Vicente Augusto Jaú
(Assessor Técnico do Superintendência de
        Epidemiologia do SES/MG)
                     Márcia Faria Moraes da Silva
(Diretora do Centro de Informações Epidemiológicas;
da Superintendência de Epidemiologia, do SES/MG)

 

I - O Início da Descentralização

Em 15 de dezembro de 1999 foi publicada a Portaria no 1399, do Ministério da Saúde, na qual são apresentadas duas diretrizes importantes - a municipalização das ações de epidemiologia e controle de doenças e a descentralização das ações da Fundação Nacional de Saúde. Essas diretrizes, para melhor entendimento, devem ser consideradas à luz da Lei nº 8.080, que estabelece a universalização do acesso à saúde para todos os cidadãos.

Pode ser observado que, na fase inicial de implantação do Sistema único de Saúde - SUS, os esforços concentraram-se na consolidação da Atenção Básica, pois o modelo vigente estava desacreditado em decorrência da carência de atendimento ambulatorial/hospitalar e do encaminhamento de procedimentos médicos e dos exames complementares, devido ao acelerado desenvolvimento tecnológico de difícil acesso à população usuária do SUS.

Com a decisão do Ministério da Saúde em instituir as diretrizes contidas na Portaria no 1399, o controle das endemias e a prevenção das doenças, que se constituíam em históricas proposições dos Profissionais de Epidemiologia, passam a integrar as políticas de saúde dos Estados e Municípios, com procedimentos normatizados e pactuados. É de se ressaltar que, mesmo com esta decisão o tema não mereceu a devida ênfase durante as Conferências Estaduais e Nacional de Saúde.

Em linhas gerais, a implantação do planejamento das ações e das metas pactuadas entre governos (Federal, Estadual e Municipal), através da Programação Pactuada Integrada de Epidemiologia e Controle de Doenças (PPI-ECD), foi priorizada e conduzida de tal forma que, já no inicio do ano 2000, o Estado de Minas Gerais foi certificado e também alguns municípios, para a gestão das ações de Epidemiologia e controle de doenças.

Neste processo, foram considerados alguns fatores condicionantes para a implementação da PPI-ECD de modo mais dinâmico, ressaltando‑se entre eles:

1) A absorção das estruturas dos Distritos da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) pelo Estado, passando a integrar as Diretorias Regionais de Saúde, demandaram adequações nas áreas de Recursos Humanos e de Administração, específicas para cada área de abrangência;

2) A ausência de uma cultura estadual/municipal para acompanhamento de resultados e a situação insatisfatória de alguns bancos de dados epidemiológicos são fatores dificultadores do processo de elaboração e avaliação de indicadores, produzindo resultados díspares e conflitantes em grande proporção.

3) 0 momento da pactuação municipal não coincidiu com o início do ano civil em curso, sendo diferente também da época da descentralização das ações da FUNASA. Isto propiciou a não identificação imediata dos indicadores pactuados, pois havia ações que anteriormente eram exercidas pela FUNASA e que, no decorrer dos processos, foram sendo assumidas pelo Estado/municípios.

II - 0 desenvolvimento da municipalização das ações de epidemiologia e controle de doenças

É importante destacar que, para assumirem as ações de Epidemiologia e controle de doenças, o Estado e os municípios não dispunham, até então, das condições técnicas nem dos recursos humanos de forma satisfatória. Prova disto é que o Ministério da Saúde transferiu aos estados e municípios o pessoal técnico lotado nos Distritos da FUNASA em cada Estado, os seus bens móveis e imóveis, além dos recursos financeiros que compõem o Teto Financeiro de Epidemiologia e Controle de Doenças - TFECD, para fazerem frente ao conjunto de atividades a serem realizadas de acordo com os parâmetros e metas pactuadas.

Os recursos transferidos mensalmente do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos municipais de saúde obedecem a critérios aprovados pela Comissão Intergestores Bipartite do Estado (CIB/MG) e referendados pela Comissão Intergestores Tripartite de acordo com estratos populacionais, conforme TAB. 1.

Destaque‑se o grau de complexidade das várias situações decorrentes do processo de planejamento e implementação da descentralização das ações da FUNASA, devido, sobretudo, ao conflito de culturas administrativas, das três esferas do governo, com suas características próprias. Entretanto, não se verificou nenhuma solução de continuidade nos serviços.

De acordo com a sua localização geográfica, os distritos sanitários da FUNASA foram incorporados às DRS as quais os municípios sedes dos Distritos acham‑se jurisdicionados, exceto o Distrito de Pirapora (DRS de Montes Claros) que foi incorporado à DRS de Patos de Minas, conforme TAB. 2. ,

III - Avaliação e controle das ações de epidemiologia e controle de doenças

Para avaliar as ações e metas pactuadas da PPI - ECD, a Superintendência de Epidemiologia propôs à CIB/MG a adoção de uma metodologia de trabalho que destaca alguns indicadores ("indicadores espelho"), aos quais foram creditados pesos que variam de 0,5 a 2,0, levando-se em conta a confiabilidade dos bancos de dados utilizados, o nível de comprometimento da Gestão Municipal e o grau de organização das Secretarias Municipais de Saúde, isto visando o bom desempenho das Ações de Epidemiologia e Controle de Doenças.

Os pesos atribuídos aos indicadores obedeceram aos seguintes critérios:

- 0,5: valor pactuado pelo Estado, não considerando a série histórica e/ou impossibilidade de se ter o banco de dados em tempo hábil;
- 1,0: indicador mostrando atividades já desenvolvidas pela VE;

IV - CONCLUSÃO

Estão sendo feitos os ajustes nas áreas de abrangências dos Distritos da FUNASA descentralizados e das Diretorias Regionais de Saúde (DRS). Está concluída a lotação dos servidores descentralizados por DRS e a incorporação, em forma de comodato, dos bens móveis e imóveis. Vale lembrar que o processo tem avançado em direção à municipalização, que deverá ocorrer em breve.

Até o momento, já foram certificados 775 municípios para a gestão das ações de epidemiologia e controle de doenças, restando, portanto, 78 municípios.

 

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO – ANO V, Nº 5 SET./OUT. 2001

 


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