Stress/estresse - Excesso de trabalho causa danos à saúde
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Stress/estresse

Excesso de trabalho causa danos à saúde

05/06/2003

    Marcia Guerra

    São Paulo, 12 de abril - O aumento das horas semanais de trabalho, conseqüência do alto índice de desemprego e crescimento da competitividade, têm desenvolvido ou agravado problemas de saúde nos profissionais que cumprem mais de 40 horas semanais.

    A pessoa que fica mais de 8 horas diárias produzindo pode ter problemas que afetam sua vida pessoal como distúrbios do sono, cansaço constante, dificuldade de resolução de problemas cotidianos, irritabilidade, dores de cabeça, falta de vontade de sair de casa em dias de folga, desejo de isolamento ao retornar do trabalho e dificuldade de concentração.

    Mas o principal perigo oferecido pelas longas horas de trabalho é o desenvolvimento ou agravamento de doenças crônicas como as cardiovasculares, de acordo com a sanitarista Frida Fische, especialista em saúde do trabalho e professora da Faculdade de Saúde Pública da USP. "Algumas doenças mentais de menor gravidade podem se manifestar em períodos de intensa pressão e se agravar ao longo dos anos", acrescenta a bióloga. Esses problemas impedem temporária ou permanentemente o retorno dos profissionais à ativa, causando prejuízo aos empregadores.

    Uma recente pesquisa mostrou que o índice de suicídio têm crescido a cada ano no Japão em conseqüência da pressão e da monotonia vividas nas longas horas de trabalho. Algumas pessoas chegam a ficar fechadas num escritório 21 horas seguidas, entrando às 9h e saindo às 6h do dia seguinte. Mas a pressão exercida pelos empregadores, concentrando muitas tarefas a uma só pessoa, parece ser ainda maior nos países de economia emergente da América Latina.


Riscos das profissões

    Antigamente, o jornalista era um dos poucos profissionais que trabalhava mais de 8 horas diárias e sob tensão, já que precisa executar sua tarefa num período muito curto. Hoje, qualquer profissão que ofereça más condições - ritmo acelerado, movimentos repetitivos, monotonia, falta de previsibilidade, turnos noturnos, instabilidade, falta de comunicação, relações humanas precárias - podem causar danos à saúde.

    De acordo com a sanitarista Frida Fische, o hábito de fumar, usar drogas e álcool, a inatividade física e a obesidade podem agravar as doenças. Algumas empresas brasileiras investem em programas de saúde ocupacional, enfatizando a necessidade de melhorar as condições de trabalho e adoção de estilo de vida mais saudáveis, porém não se fala em redução de horas. A maioria da população cumpre mais de 40 horas semanais estendendo seu horário devido a tarefas inadiáveis ou que precisam ser terminadas.

    Em alguns países europeus, acontece justamente o contrário: boa parte das pessoas têm trabalhado menos de 35 horas semanais. Na última década, as autoridades reconheceram a importância da valorização da vida privada dos profissionais, reduzindo a jornada de trabalho e aumentando o período de férias. O crescimento do índice de desemprego também contribuiu para a mudança. Houve a contratação de outros funcionários nas empresas para cumprirem a mesma tarefa em horários diferentes.

 Fonte: www.connectmed.com.br

 


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