Stress/estresse - Stress 3
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Stress/estresse

Stress 3

05/06/2003

Na vida não é possível se ter tensão todo o tempo no entanto, a mesma tensão é que precisamente nos faz reagir e adaptar, sobreviver. Com uma mudança de atitude, alimentação e atividade física, poderá transformar o "stress" em vitalidade.

Especialmente, quando os sintomas de um problema que não é problema, de uma doença que não é doença afeta de forma dramática tantas pessoas na nossa sociedade e, paradoxalmente, quando temos tantos artefatos e um estilo de vida que supostamente deviam tornar a vida muito mais cômoda, descontraída e funcional.

"stress" é uma palavra inglesa (que foi adotada em quase todos os idiomas do mundo ocidental) que significa tensão e é utilizada para definir a sensação de desgaste que os nossos corpos experimentam à medida que nos ajustamos a um ambiente em mudança constante. Na realidade, a vida não é possível sem "stress", existe um grau inerente de tensão à vida que precisamente nos faz reagir e adaptar, sobreviver.

Como influência positiva, o "stress" pode compelir-nos à ação; pode fornecer-nos uma nova consciência e uma perspectiva nova e excitante. Como influência negativa, pode resultar em sensações de desconfiança, rejeição, aborrecimento e depressão, que por sua vez podem dar origem a problemas de saúde como dores de cabeça, de estômago, insônia, úlceras, hipertensão, etc..

Um ponto regra geral não mencionado quando falamos de "stress" é que este é bastante subjetivo e baseia-se muito numa questão de percepção individual: ou seja, nem todas as pessoas reagem da mesma forma aos mesmos eventos, e cada um de nós reage de formas diferentes ao mesmo acontecimentos - os mesmos fatores que paralisam de medo ou preocupação alguns de nós, servem para outros como um tremendo catalisador de vitalidade, imaginação e criatividade; há dias (ou horas) em que uma notícia qualquer nos deixa completamente transtornados e outros em que a mesma notícia nos faz rir ao apreciarmos o paradoxo brutal que pode ser a vida. Basicamente, o "stress" é relativo e correndo o risco de poder parecer sádico, o "stress" pode ser altamente positivo.

Quais são então os fatores que determinam o nosso grau de "stress"? Como podemos transformar o "stress" em vitalidade? Estas questões são debatidas pelos psicoterapeutas que estudam estas áreas e atualmente existe um número crescente de empresas que tenta incorporar no dia a dia da empresa técnicas que visam minorar a sensação de "stress" vivenciada pelos funcionários.

Os efeitos da atitude, alimentação, respiração e outros fatores na nossa percepção de "stress" são fundamentais. Em seguida um resumo dos pontos focados no programa anti-estresse para ajudá-lo também a conviver com este "mal" moderno.

Fatores que influenciam a nossa percepção do "stress":

Aspectos Constitucionais - existem pessoas geneticamente mais sujeitas ao "stress" do que outras; nestas, os factores de "stress" tendem a ser amplificados em grande escala e são pessoas estressadas por natureza. Os aspectos constitucionais são, maioritariamente criados durante o período de gravidez por fatores como o estilo de vida e vivência emocional da mãe, influências biológicas (alimentos e bebidas, sono entre outras) e ancestrais (se somos oriundos de uma família de pessoas muito tensas temos grandes probabilidades de nos tornarmos num indivíduo estressado).

Se este é o seu caso, tenha em particular atenção os seguintes fatores:

Perspectiva de Vida - aprenda a ser menos competitivo e/ou menos perfeccionista; encare as situações de conflito como um desafio; aprenda a ver os problemas sob um outro ângulo - a maioria das vezes que analisamos um problema qualquer segundo outro ponto de vista, o problema assume características totalmente diferentes; na língua chinesa a palavra crise e oportunidade escrevem-se e proferem-se da mesma maneira, são a mesma palavra. Em situações de crise considere que tem ali mesmo uma oportunidade extraordinária para mudar a situação para melhor. Utilize essa oportunidade como uma alavanca para andar para a frente.

Atividade Física e Modo de Vida - a maioria das escola de psicoterapia modernas considera a atividade física como uma ferramenta valiosa e insubstituível na gestão do "stress". Dê pelo menos um passeio diário de meia hora, pratique um esporte qualquer que lhe dê prazer ou pratique atividades como o Yoga, Tai Chi ou meditação, que inquestionavelmente ajudam a melhorar a percepção de "stress". Acima de tudo, aprenda a respirar e quando se sentir "a explodir", concentre-se na sua respiração (que está seguramente mais entrecortada) e comece a respirar de uma forma mais lenta e profunda.

Alimentação - a alimentação desempenha também um papel fundamental no "stress"; os alimentos que mais contribuem para o "stress" são produtos animais - que nos tornam mais tensos e agressivos e com maior dificuldade em descontrair - e alimentos estimulantes como café, especiarias, refrigerantes. Uma tensão excessiva está geralmente relacionada com níveis de açúcar baixos e sobrecarga do fígado e glândulas supra-renais.

Coma predominantemente alimentos de origem vegetal dando particular ênfase aos cereais e aos vegetais.

Se quando ler este artigo estiver de férias e se sentir mesmo descontraído, esta é a melhor altura para se preparar emocional e biologicamente para mais um ano de trabalho. Tente seguir estes conselhos e provavelmente passará a ver o "stress" de outra maneira.


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Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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